AnaMaria Indica: Paris Hilton além da personagem
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Foi com a promessa de apresentar a mulher real que Infinite Icon: Uma Memória Visual chegou aos cinemas brasileiros em 29 de janeiro, com distribuição da Sato Company. O filme se constrói como um memorial audiovisual guiado pela música, misturando documentário e arquivos pessoais para acompanhar Paris em um momento-chave de sua trajetória artística: o retorno ao pop.
A mulher por trás do ícone
Aos 19 anos, Paris teve sua sexualidade usada contra ela. Ao mesmo tempo, a indústria ajudou a fabricar (e a punir) a personagem que o público consumiu sem questionar.
“Espera, Paris Hilton está cantando?”
O documentário sofre com repetições. Em outros contextos, insistir nos mesmos pontos pode reforçar identidade. Aqui, alguns trechos poderiam ser mais econômicos. A costura constante entre a história pessoal e os momentos de palco nem sempre aprofunda a reflexão e acaba caindo em um looping insistente.
No fim, Infinite Icon é mais potente quando se permite ser vulnerável do que quando tenta ser grandioso – e escorrega na própria cafonice cor-de-rosa.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1507, de 6 de fevereiro de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
