Home
Entretenimento
Juliano Cazarré gera polêmica ao citar dados falsos sobre feminicídio e mulheres
Entretenimento

Juliano Cazarré gera polêmica ao citar dados falsos sobre feminicídio e mulheres

publisherLogo
Anamaria
14/05/2026 19h30
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/51003/original/Ana_Maria.png?1764195956
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

O ator Juliano Cazarré se envolveu em uma nova polêmica nesta semana após participar de um debate sobre masculinidade no canal GloboNews. Durante a conversa, exibida na última terça-feira (12), o artista divulgou informações falsas sobre feminicídio no Brasil ao afirmar que mulheres matariam mais parceiros do que homens matam mulheres. A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais porque especialistas já desmentiram esse dado diversas vezes. 

Ao comentar sobre a violência no país, Cazarré afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”. No entanto, a comparação apresentada por ele mistura dados diferentes e fora de contexto.

Declaração de Juliano Cazarré é falsa

Os números citados pelo ator surgiram originalmente em um vídeo viral publicado no TikTok em 2024. A publicação utilizava estatísticas incorretas sobre homicídios masculinos no Brasil e associava, sem comprovação, um percentual antigo atribuído ao Ipea. Contudo, especialistas apontam que os números não possuem relação direta com feminicídios e podem distorcer os dados, criando um falso paralelo.

O vídeo comparava assassinatos motivados por gênero com crimes urbanos em geral, como latrocínios, violência policial e homicídios comuns. Por isso, pesquisadores classificam a comparação como estatisticamente errada.

Segundo dados recentes da ONU, cerca de 60% dos feminicídios no mundo acontecem dentro do ambiente familiar ou são cometidos por parceiros íntimos. Já entre homens assassinados, apenas 12% dos casos acontecem nesse contexto privado.

No Brasil, o cenário também preocupa. O ano de 2025 registrou recorde de casos de feminicídio, reforçando o alerta de organizações de proteção às mulheres.

Debate sobre masculinidade ganha força nas redes

A repercussão da fala de Juliano Cazarré reacendeu discussões sobre a responsabilidade de figuras públicas ao abordar temas sensíveis. Afinal, especialistas defendem que a desinformação sobre feminicídio pode dificultar denúncias e enfraquecer políticas de proteção às mulheres.

Por outro lado, o debate também ampliou conversas sobre masculinidade saudável, respeito e igualdade de gênero. Para estudiosos do tema, homens podem exercer papel fundamental no combate à violência ao denunciar abusos e questionar discursos misóginos ligados à red pill e à machosfera.

O que é red pill e por que especialistas associam o movimento à misoginia?

Durante o debate, o autor ainda rebateu críticas e negou ter qualquer ligação com o movimento red pill. “Para um red pill, eu sou o ser mais abjeto do mundo — sou casado, tenho seis filhos e, quando eu conheci a minha mulher, ela estava grávida do meu primeiro. Adotei um filho que não era meu; isso, para um red pill, é a morte. Eu não poderia ser mais anti-red pill do que eu sou. O meu curso é só um pouco de bom senso”, defendeu.

Nos últimos anos, termos como red pill, “alfa”, “sigma” e “beta” passaram a circular com força nas redes sociais. Apesar da linguagem aparentemente inofensiva, especialistas explicam que muitos desses conceitos fazem parte de grupos misóginos conhecidos como machosfera.

Além da red pill, existem outras comunidades semelhantes, como os incels, os MGTOW e fóruns anônimos conhecidos como chans. Frequentemente, esses espaços promovem discursos de ódio, reforçam estereótipos e atacam movimentos feministas.

Pesquisadores também destacam que a misoginia presente nesses grupos pode incentivar comportamentos violentos. Em muitos casos, integrantes defendem uma masculinidade baseada em dominação, submissão feminina e hierarquias sociais.

Resumo: Juliano Cazarré causou polêmica ao divulgar informações falsas sobre feminicídio durante entrevista na GloboNews. Especialistas rebateram os dados e alertaram para os riscos da desinformação. O caso também trouxe à tona discussões sobre red pill, machosfera e misoginia nas redes sociais.

Leia também:

Misoginia: o que muda com a nova lei aprovada no Senado?

Leia a matéria original aqui.

icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também