Nany People estreia nesta semana peça sobre o universo feminino
Anamaria

Abordando o universo feminino, com temas como etarismo, sexualidade, autoestima, menopausa, relacionamentos amorosos e amizade de forma leve, provocadora e extremamente atual, Elas São de Matar estreia no Teatro Fernando Torres no dia 6 de maio (para temporada até dia 28 do mesmo mês, sempre às quintas). Em seguida, o espetáculo engata temporada no Teatro da Mooca, de 4 a 27 de junho (exceto no dia 13).
O espetáculo conta com um elenco de peso formado por grandes atrizes: Nany People, Angela Dippe, Michele Muniz, Carolina Stofella e Laura Proença.
Com texto e direção de Dan Rosseto, a montagem inédita apresenta uma narrativa dinâmica, envolvente e repleta de reviravoltas, onde o riso surge tanto do absurdo quanto do reconhecimento.
A trama acompanha um grupo de amigas inseparáveis que se reúnem toda semana para conversar, celebrar a vida e jogar bingo. Ali, elas não são mães, filhas ou esposas… Ao lado das amigas, elas podem ser elas mesmas, sem máscaras. Inteiras. Em um desses encontros, a anfitriã Agnes faz uma revelação bombástica: matou um homem!
O problema? O corpo está escondido no banheiro…enrolado em um tapete.
A partIr daí, o que era uma noite de diversão se transforma em uma sequência caótica de tentativas desastradas para resolver a situação – sem interromper o jogo, claro. Enquanto lidam com “o pequeno inconveniente”, segredos vêm à tona, confissões inesperadas surgem e questões profundas do universo feminino aparecem com humor e verdade, expondo fragilidades, desejos e dilemas que atravessam gerações.
Nesse contexto inesperado, a união dessas mulheres se torna ainda mais potente.
“Além dos filmes do cineasta espanhol Pedro Almodóvar e das comédias montadas pelo brasileiro Miguel Falabella, Elas são de Matar busca referências no filme “Mamãe é de Morte”, de John Waters, um clássico do cinema dos anos 1990 e na própria figura dessas donas de casa que circulam pela nossa vida”, conta o diretor Dan Rosseto.
A produtora e atriz Michele Muniz conta que “a peça não é só sobre um corpo no banheiro: é sobre tudo aquilo que as mulheres carregam, escondem… e, às vezes, precisam colocar para fora. É um retrato bem-humorado e afiado das relações contemporâneas, onde o público ri de situações que, no fundo, reconhece como suas”, finaliza.
