Home
Entretenimento
Por que show de Bad Bunny no Super Bowl irritou Trump?
Entretenimento

Por que show de Bad Bunny no Super Bowl irritou Trump?

publisherLogo
Anamaria
09/02/2026 17h30
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/51003/original/Ana_Maria.png?1764195956
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

No último domingo (8), Bad Bunny entrou para a história ao comandar o intervalo do Super Bowl, o evento de maior audiência da TV americana. Desde o início, o cantor deixou claro que não faria apenas um show musical. Pelo contrário, ele usou o palco mais cobiçado dos Estados Unidos para exaltar a cultura latino-americana, defender identidade e levantar debates políticos. Como resultado, a apresentação incomodou Trump, que classificou o espetáculo como “uma afronta à grandeza da América”.

Logo após o início, ficou evidente que a mensagem ia além do entretenimento. Bad Bunny cantou quase todo o repertório em espanhol, apresentou cenários típicos de Porto Rico e reforçou o orgulho latino em cada detalhe. Além disso, o contexto atual da relação entre EUA, imigração e comunidade latina ajudou a transformar o intervalo no mais político da história do Super Bowl, segundo a imprensa americana.

Bad Bunny transforma o Super Bowl em manifesto cultural

Antes de tudo, o artista abriu o espetáculo com a frase “el espectáculo de medio tiempo del Súper Tazón”, invertendo a lógica habitual de tradução para o inglês. Em seguida, levou o público a uma ambientação porto-riquenha, com trabalhadores rurais, jogos de dominó e cenas do cotidiano da ilha.

Nesse sentido, o discurso em espanhol emocionou. “Você vale mais do que imagina”, disse ele, reforçando autoestima e pertencimento. A mensagem dialoga diretamente com o álbum Debí Tirar Más Fotos, no qual Bad Bunny celebra suas raízes e questiona apagamentos culturais.

Além disso, o cantor levou ao palco a tradicional “casita”, cenário presente em seus shows. Por lá passaram nomes como Cardi B, Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba, todos ligados à cultura latina. Ao mesmo tempo, dançarinas apresentaram o perreo, dança nascida em Porto Rico, criando um paralelo com o funk brasileiro.

Convidados, casamento real e críticas sociais

A apresentação também surpreendeu ao exibir um casamento real, realizado ali mesmo, com direito a bolo e assinatura da certidão por Bad Bunny. Logo depois, Lady Gaga surgiu acompanhada de uma banda de salsa e dançou com o anfitrião, reforçando o clima de celebração.

Em seguida, o cantor apresentou “Nuevayol”, homenagem à Nova York latina, com cenário inspirado nas bodegas e participação de Toñita, figura icônica da comunidade porto-riquenha. Já a entrada de Ricky Martin trouxe um tom mais político, ao interpretar “Lo que le pasó a Hawaii”, música que critica o imperialismo americano.

Por fim, Bad Bunny apareceu com a bandeira de Porto Rico em azul-claro, símbolo pró-independência, e cantou “El Apagón”, fazendo alusão à crise energética após o furacão Maria. O encerramento definiu “América” como um continente diverso, o que ajudou a explicar a irritação de Trump.

Resumo: Bad Bunny usou o Super Bowl para exaltar a cultura latina e levantar críticas sociais. O show teve convidados, casamento real e referências políticas. A definição ampla de “América” provocou reação de Trump.

Leia também:

Coração Acelerado bomba no Globoplay e garante mais capítulos na Globo

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também