Quem é a atriz premiada do Oscar 2026 que se recusou a aplaudir vitória de diretor?
Anamaria

Amy Madigan, 75, ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante na noite do último domingo (15) por sua atuação em “A Hora do Mal”. Apesar de ser veterana na premiação, este é o primeiro Oscar da carreira da atriz americana.
Entre as várias vezes em que prestigiou a cerimônia, teve uma que virou um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira. Em 1999, Amy e seu marido, Ed Harris, 75, não aplaudiram a vitória do Oscar honorário do estadunidense Elia Kazan, um dos diretores mais influentes e polêmicos de Hollywood. O cineasta, na época com 90 anos, é conhecido por descobrir astros como Marlon Brando e James Dean.
Ao ser recebido por Robert De Niro e Martin Scorsese no palco, os dois permaneceram de braços cruzados enquanto os outros convidados na plateia aplaudiam o diretor.
O motivo pela falta de aplauso da atriz foi que, em 1952, Elia Kazan prestou um depoimento ao Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara. Em sua fala, ele afirmou que, entre 1947 e 1957, atuava como informante anti-comunista durante o período chamado McCarthismo, em referência ao senador Joseph McCarthy, que liderava o movimento de “caça às bruxas” de supostos agentes soviéticos e comunistas infiltrados no governo e na indústria cultural.
Na ocasião, ele também entregou os nomes de oito membros do Partido Comunista que haviam trabalhado no Group Theater, onde ele se iniciou como ator.
A vitória de Amy Madigan por sua interpretação de Tia Gladys em “A Hora do Mal” entrou para a história do prêmio. Ela teve o maior intervalo entre indicação e vitória já registrado para uma atriz no Oscar. Além disso, o resultado da categoria foi surpreendente.
Ao longo da temporada de premiação, Teyana Taylor havia ganhado o Globo de Ouro por “Uma Batalha Após a Outra” e Wunmi Mosaku levou o BAFTA por sua performance em “Pecadores”, ambos na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.
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