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Médico de Matthew Perry é condenado a 30 anos de prisão
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Médico de Matthew Perry é condenado a 30 anos de prisão

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Aventuras Na História
04/12/2025 19h32
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O caso que abalou fãs e a indústria do entretenimento viveu um desfecho legal nesta quarta-feira, 3. O médico Salvador Plasencia foi sentenciado a 30 meses de prisão federal, mais dois anos de liberdade supervisionada e uma multa de US$ 5.600 (R$ 29,7 mil), por ter fornecido cetamina ao ator Matthew Perry nas semanas que precederam sua overdose fatal, em outubro de 2023.

Durante a audiência, Plasencia declarou: “Eu falhei com Matthew Perry… Eu deveria tê-lo protegido… Sinto muito.” A juíza responsável pelo caso entendeu que, mesmo sem ter aplicado a dose final que causou a morte, Plasencia desempenhou papel direto ao alimentar a dependência do ator — distribuindo a droga ilegalmente, falsificando registros e incentivando o uso fora de ambiente médico.

Morte de Matthew Perry

O ator, conhecido mundialmente por seu papel na série “Friends”, havia procurado a cetamina como tratamento para depressão e ansiedade. Contudo, após o médico habitual se recusar a continuar fornecendo a substância nas doses solicitadas, Perry recorreu a Plasencia. Este passou a vender frascos de cetamina líquida e instruir o assistente pessoal do ator sobre como administrá-la — inclusive uma aplicação chegou a ocorrer dentro de um carro estacionado.

O tribunal considerou especialmente grave o comportamento de Plasencia ao explorar a vulnerabilidade de Perry por lucro. A pena aplicada foi mais severa do que a recomendada inicialmente (8 a 14 meses), evidenciando o caráter criminoso e antiético da conduta.

Em sua declaração final, a mãe e o padrasto de Perry chamaram o médico de responsável por “apagar uma das luzes mais brilhantes” que conheciam. Eles afirmaram que, mesmo sabendo da dependência do ator, Plasencia continuou fornecendo cetamina — inclusive em quantidades consideradas “exorbitantes”.

Plasencia é o primeiro dos cinco acusados a ser condenado. Entre os outros réus estão outro médico, o assistente pessoal do ator e intermediários da droga — cujas sentenças ainda serão definidas. A promotoria os acusa de tráfico ilegal de cetamina e de colaborar para a overdose fatal.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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