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O eco do Rio Turvo: Uma jornada de reencontros e a dádiva de estar vivo é o tema do livro Entre Vidas
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O eco do Rio Turvo: Uma jornada de reencontros e a dádiva de estar vivo é o tema do livro Entre Vidas

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Bons Fluidos
20/02/2026 12h15
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O que se faz com a dádiva sagrada de estar vivo? No espelho do tempo, as águas turvas de um rio adormecido guardam o eco de uma juventude interrompida e a promessa de um reencontro que desafia o esquecimento.

Em Entre vidas, o autor Mario Salerno Junior resgata do leito do Rio Turvo a memória do trágico acidente de 1960, que silenciou os acordes de 59 jovens músicos em uma ponte no interior paulista. O que outrora foi luto e escuridão, floresce agora em uma narrativa delicada sobre a imortalidade do afeto e a continuidade do ser, onde o fim é apenas uma vírgula em uma partitura eterna.

A trama nos apresenta Júnior, um jovem de 17 anos assombrado por sonhos que não lhe pertencem e lembranças de uma vida que ele não se recorda. Entre o sono e a vigília, ele descobre que sua alma carrega a marca de Valdir, uma das vítimas daquela fatídica manhã. É nesse limiar entre o que foi e o que é que Júnior inicia sua jornada, confrontando o mistério de estar diante da própria sepultura e o abraço impossível de duas figuras maternas que, em tempos distintos, geraram o mesmo filho.

Quantas coisas sentimos — e não sabemos de onde vêm? Quantas sombras carregamos — sem entender sua origem? O invisível, às vezes, fala mais alto do que gostaríamos de ouvir. (Entre vidas, p. 46)

Entre vidas e a dádiva de estar vivo

Com uma prosa sensível e confessional, a obra trata a reencarnação não como um fenômeno místico, mas como um caminho de amadurecimento e reparação. Entre capítulos curtos e profundos, o autor entrelaça os ensinamentos de Allan Kardec e Chico Xavier a uma reflexão universal: a morte não possui poder sobre os laços do coração.

Entre vidas é mais que um romance baseado em fatos; é um convite poético para olharmos a nossa existência como uma travessia contínua. É um lembrete de que, mesmo quando o destino parece nos levar para o fundo do rio, a vida sempre encontra um modo de emergir, respirar e recomeçar, transformando a dor do luto na coragem de simplesmente ser.

 * Texto produzido com informações da assessoria LC Agência de Comunicação

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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