Protagonista em 'Quem Ama, Cuida', Letícia Colin reflete sobre papeis em sua carreira: 'Sempre respeitei muito'
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Desde muito jovem, Letícia Colin aprendeu que cada personagem carrega muito mais do que falas decoradas ou cenas ensaiadas. Aos 36 anos, vivendo sua primeira protagonista em Quem Ama Cuida, a atriz olha para trás e percebe que cada papel interpretado ao longo da carreira ajudou a transformar não apenas sua trajetória profissional, mas também sua maneira de enxergar o mundo.
Nos holofotes desde a infância, quando participou da série de Sandy & Junior aos 8 anos, Letícia afirma que nunca mediu a importância de um personagem pelo tamanho da participação na trama. “Todos os personagens que eu fiz até hoje, esses personagens periféricos, são protagonistas na minha vida”, refletiu em entrevista à Quem.
Segundo a atriz, cada papel deixa marcas emocionais profundas. “Eles mudam a minha maneira de ver o mundo, a maneira como eu coloco meu coração, meu radar naquela realidade específica, com aquela emoção, com aquela energia”, contou. Para ela, interpretar alguém sempre foi um exercício de empatia e entrega.
A potência dos recomeços
Na nova novela das nove, Letícia vive Adriana, uma mulher batalhadora que enfrenta perdas profundas e precisa reconstruir a própria vida após uma tragédia. A personagem perde o marido, a casa e o emprego em meio a uma enchente e acaba encontrando forças para seguir em frente mesmo diante das injustiças que atravessam sua trajetória.
Ao longo da trama, Adriana passa por situações extremas, incluindo uma prisão injusta, mas transforma a dor em combustível para lutar por justiça e recomeçar. E talvez seja justamente essa capacidade de reconstrução que tenha conectado Letícia de forma tão intensa à personagem.
Amor, cuidado e afeto como resistência
Ao falar sobre os temas centrais da novela, Letícia destacou a importância de resgatar valores emocionais que, muitas vezes, acabam banalizados no cotidiano. “É fundamental a gente se lembrar do valor do amor, do cuidado, do respeito e da justiça”, afirmou.
Para ela, o excesso de dureza emocional vivido atualmente faz com que muitas pessoas se afastem da delicadeza dos vínculos humanos. E é justamente por isso que histórias sensíveis continuam sendo tão necessárias.
A poesia escondida nas relações humanas
Mais do que interpretar uma protagonista, a atriz parece viver um momento de maturidade emocional e artística – entendendo que, muitas vezes, as histórias que mais emocionam são justamente aquelas que lembram algo simples, mas essencial: ninguém atravessa a vida sozinho.
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