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Sustenta Carnaval: projeto dá vida nova às fantasias após os desfiles
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Sustenta Carnaval: projeto dá vida nova às fantasias após os desfiles

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Bons Fluidos
25/02/2026 22h30
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O Carnaval é um evento que exige meses de preparação para criar carros alegóricos, decorar espaços e produzir o item mais marcante: as fantasias. O problema é que, após a folia, esses adereços costumam ser descartados rapidamente, sem que se avaliem os impactos ao meio ambiente. Foi esse cenário que a dançarina Mariana Pinho, fundadora do Sustenta Carnaval, percebeu de perto ao trabalhar no barracão de uma escola de samba no Rio de Janeiro. 

“Esses materiais (tecidos sintéticos, colas, gemas plásticas, estruturas de metal, espuma, emborrachados, rendas, entre outros), quando entram em contato com o solo, sob sol e chuva, dispersam moléculas químicas que penetram nos lençóis freáticos. Isso causa danos à saúde física e mental das populações que já sofrem com a vulnerabilidade dos riscos sociais e a falta de políticas públicas”, explica um comunicado publicado no site da iniciativa.

Por isso, em 2020, a artista decidiu tomar para si a tarefa de dar uma nova vida aos resíduos e criou o Sustenta Carnaval. Após os desfiles na Marquês de Sapucaí, o projeto desvia o destino das fantasias dos aterros sanitários e as encaminha para um galpão, onde ficam disponíveis para compra.

Ações do Sustenta Carnaval

De acordo com os responsáveis, após pouco tempo de atuação, em 2022, a iniciativa coletou cerca de três toneladas de materiais. Desde então, todos os anos, mais de 23 toneladas chegam à sede do Sustenta Carnaval, localizada na rua Pedro Ernesto, no bairro Gamboa. Em 2025, os foliões interessados tiveram acesso a 66 toneladas de peças.

Em entrevista à Agência Brasil, Mariana Pinho afirmou que, para além da reciclagem e da preservação do meio ambiente, o projeto tem caráter social. Isso porque “gera emprego às pessoas do território que fazem parte desse movimento do samba”.

“Carnaval é resistência. Contra todas as probabilidades, seguimos abrindo caminhos. Somos o primeiro projeto a unir reaproveitamento de fantasias do Carnaval do Rio com economia circular, educação, turismo e novas oportunidades para comunidades. Hoje, então, o que antes era desperdício vira cultura viva. Há impacto ambiental real, geração de renda e um futuro mais consciente”, diz uma postagem do projeto no Instagram.


*Leia também: Projeto sustentável promove produção agrícola e reflorestamento de áreas queimadas

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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