Revelação! Conselheira tutelar expõe o que garoto foi fazer na jaula da leoa
Contigo!

A tragédia que resultou na morte de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, após sua invasão ao recinto da leoa Leona no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), em João Pessoa (PB), revela um cenário de profunda vulnerabilidade social e mental. O jovem, conhecido como Vaqueirinho, carregava o peso de um histórico de abandono e uma obsessão que culminou em sua morte: ele sonhava em domar leões.
O que falaram sobre ele?
Amigos e pessoas próximas relataram que Gerson, que lutava contra graves transtornos mentais, nutria uma fixação perigosa por grandes felinos. O ato de invadir a jaula da leoa Leona foi, para ele, uma tentativa desesperada e trágica de concretizar uma fantasia obsessiva.
“Foi uma criança que sofreu todo tipo de violação de direito. Filho de uma mãe com esquizofrenia, com avós também comprometidos na saúde mental, vivia numa pobreza extrema”, disse a conselheira tutelar Verônica Oliveira, que o acompanhou durante oito anos, ao site Metrópoles.
O ato de escalar rapidamente a parede de seis metros e as grades de segurança, chegando a uma das árvores do espaço para entrar na jaula, impressionou a todos, mas para Gerson, era a concretização de um desejo que ele manifestava em seus momentos de maior fragilidade emocional. “Ele, embora estivesse destituído, amava a mãe e sonhava que ela conseguisse cuidar dele. Evadia do abrigo e ia direto para a casa da avó e da mãe”, conta
“A história dele é a de um menino que só queria conhecer a África para domar leões. Percebeu tarde demais que a leoa não era uma gata e que não conseguimos domá-la sem conhecimento. Mas ele não tinha juízo suficiente para isso”, falou a conselheira.
O zoológico foi imediatamente fechado após ocorrido neste último final de semana, e as visitas foram suspensas. Ainda não há previsão para a reabertura do local.
