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Rival espalha fake news sobre 'O Agente Secreto' no Oscar
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Rival espalha fake news sobre 'O Agente Secreto' no Oscar

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24/01/2026 18h23
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© Reprodução/Youtube/TVE/Divulgação
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O diretor do longa indicado ao Oscar Oliver Laxe afirmou, em entrevista para um veículo espanhol, que o volume de votantes do Brasil na Academia do prêmio teria um peso durante a votação. Em sua participação no programa La revuelta, da emissora espanhola TVE, Laxe criticou dizendo que os profissionais brasileiros são “ultranacionalistas” e que votariam em qualquer coisa que viesse do país.

Há muitos brasileiros na Academia, e nós os adoramos… Mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, afirmou o diretor em tom de zombação. A fala foi dita após serem anunciados os indicados ao prêmio. Sirat, filme de Olivier, está na disputa pelas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Som, enquanto o filme de Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto soma quatro indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para o protagonista, Wagner Moura.

Votantes brasileiros

A fala de Laxe sobre um ‘alto número de votantes brasileiros’ é falsa, de acordo com registros oficiais da própria organização. A academia do Oscar é possui cerca de 10,9 mil membros, onde apenas 9,9 mil deles têm direito ao voto. E o número de brasileiros que estão permitidos a votar é de 68 pessoas, sendo esse número 0,6% do total de votantes.

Após a premiação do ano passado do mesmo ano, o Oscar convidou dez nomes do Brasil para fazer parte da organização, incluindo a atriz indicada a ‘Melhor Atriz’, Fernanda Torres.

Protestos nas redes

As declarações do diretor franco-espanhol não agradaram os internautas brasileiros que vieram protestar em seu perfil, após classificarem a fala como xenofóbica. Milhares de usuários foram até a página oficial do filme Sirat no Instagram para defender o cinema nacional.

Oliver Laxe chegou a afirmar, ainda na mesma entrevista, que a vitória é um tema secundário. “Ganhar prêmios é um bônus. O melhor mesmo é fazer filmes”.

 

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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