De Odete à Patrícia: Debora Bloch choca com desfecho sombrio em 'Dias Perfeitos'
Márcia Piovesan

Em Dias Perfeitos, série do Globoplay baseada no best-seller de Raphael Montes, Debora Bloch assume o papel de Patrícia, mãe de Téo (Jaffar Bambirra). Diferente da vilã soberba que vive em Vale Tudo, aqui ela encarna uma mulher que, mesmo vidrada no otimismo, se recusa a enxergar as profundezas da mente doentia do filho.
Um thriller psicológico com nova roupagem narrativa
A série estreou em 14 de agosto de 2025 no Globoplay, com quatro episódios de lançamento imediato e os demais chegando semanalmente. Além de manter a essência do livro, o roteiro — adaptado por Claudia Jouvin com colaboração de Raphael Montes — introduz o ponto de vista de Clarice (Julia Dalavia), reforçando a densidade emocional e permitindo maior empatia com a vítima.
Patrícia: esperança que nega o óbvio
Após um acidente, Patrícia ficou paraplégica, mas mantém uma personalidade ativa e otimista. Essa negação deliberada da doença do filho é carregada de simbologia: “Ela sabe, sente, mas não quer enxergar…”, afirma Debora.
Debora preparou a atuação com auxílio da psicanalista Maria Paula Teperino, que é cadeirante. Teperino atuou como consultora, sinalizando pequenas correções de realismo: desde atitudes cotidianas até posicionamento da personagem no espaço.
Suspense tenso com elenco de alto calibre
Críticos apontam o thriller como “eletrizante com toques de terror”, com direção segura de Joana Jabace e roteiro que mantém atenção total do espectador. A ambientação fria, trilha sonora pungente e a alternância entre as visões de Téo e Clarice criam uma atmosfera imersiva.
Atuações de Jaffar Bambirra e Julia Dalavia estão sendo consideradas potentes, enquanto Debora Bloch — no papel de Patrícia — recebe destaque pela humanização de uma figura materna conflitante.
Por que esse papel é marcante na carreira de Debora?
Depois de interpretar uma das vilãs mais emblemáticas da TV brasileira, Debora se volta a uma maternidade complexa e empática. Sua abordagem com autenticidade, peso dramático e apoio técnico reflete não só uma atuação letal — mas uma reinterpretação de papel materno em meio ao drama psicológico.
