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Um ano de Epic Universe: o que deu certo no parque mais novo de Orlando
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Um ano de Epic Universe: o que deu certo no parque mais novo de Orlando

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Rota De Férias
03/06/2026 17h14
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Voltar ao Epic Universe exatamente um ano depois da inauguração tinha um significado especial. Quando estive ali pela primeira vez, poucos dias antes da abertura oficial ao público, em maio de 2025, havia muita expectativa no ar. A Universal Orlando Resort estava prestes a inaugurar o primeiro parque temático de grande porte construído em Orlando desde a Islands of Adventure, em 1999, e a pergunta que dominava as conversas era: até onde iria o impacto daquele investimento de US$ 7 bilhões que incluía não apenas o centro de lazer, mas também novos hotéis e uma área imensa e apta a futuras expansões?

Na época, já estava claro que a ambição era grande. O parque impressionava pela escala, pela qualidade das áreas temáticas e pelo nível de detalhamento dos ambientes, mas ainda havia algo fundamental a ser mensurado: a resposta do público. E um ano depois, ela foi dada.

De acordo com dados divulgados pela Universal, o Epic Universe gerou cerca de US$ 44 bilhões em impacto econômico desde o início das obras e deve movimentar aproximadamente US$ 2 bilhões na economia da Flórida apenas em 2026. Algumas de suas principais atrações também acumulam resultados expressivos. Monsters Unchained: The Frankenstein Experiment, principal experiência de Dark Universe, uma das áreas do centro de lazer, já ultrapassou a marca de 5 milhões de visitantes. A aclamada Harry Potter and the Battle at the Ministry, por sua vez, recebeu mais de 4 milhões de pessoas em seus primeiros doze meses de operação.

Os resultados ajudam a explicar o entusiasmo do conglomerado ao soprar a primeira velinha de aniversário do parque. Segundo Jeff Polk, vice-presidente executivo e gerente geral do Epic Universe, a proposta desde o início era ampliar o papel da Universal dentro do mercado turístico de Orlando, incentivando os visitantes a permanecer mais tempo no complexo e aprofundando a imersão em temas já aclamados pelo público. "Os visitantes vinham deixando claro que desejavam mais imersão e narrativa. Eles queriam que contássemos histórias sobre Harry Potter, Nintendo, Como Treinar o Seu Dragão e monstros clássicos de uma forma mais profunda. E foi isso que nos prontificamos a fazer", afirma o executivo.

A estratégia parece estar alinhada a uma mudança de comportamento dos viajantes. Em vez de visitas rápidas e superficiais a parques temáticos, os turistas anseiam atualmente por experiências completas de férias que envolvam hospedagem, oferta gastronômica e opções de entretenimento mais conectadas. Não por acaso, o Epic Universe foi inaugurado ao lado de três novos hotéis e passou a integrar um segundo campus turístico da Universal, conectado ao complexo original por uma via expressa construída especialmente para a expansão.

De volta ao Epic Universe

Um ano de Epic Universe | Paulo Basso Jr.

Minha segunda visita ao centro de lazer mais novo de Orlando ocorreu em 22 de maio de 2026, data exata em que o parque comemorava seu primeiro aniversário. O momento não poderia ser mais interessante para observar como o local vinha se comportando após doze meses de operação, já que coincidia com o início do fim de semana prolongado do Memorial Day, um dos feriados mais movimentados dos EUA.

A primeira (boa) surpresa foi que, embora houvesse visitantes por toda parte, o Epic Universe estava tranquilo. Eu esperava por uma grande muvuca, mas a única área que realmente concentrava um movimento mais intenso era Super Nintendo World, algo compreensível diante da popularidade da turma do Mario e da presença de Mine-Cart Madness, montanha-russa inspirada em Donkey Kong que continua entre as atrações mais disputadas do parque. Ao longo da visita, apenas ela e Harry Potter and the Battle at the Ministry exibiam tempos de espera próximos de 110 minutos, enquanto praticamente todas as demais experiências operavam com filas inferiores a meia hora.

Não tenho dados suficientes para afirmar se essa percepção está ligada à capacidade operacional do centro de lazer ou ao controle de visitantes adotado pela Universal. Existe, porém, uma característica do Epic Universe que talvez ajude a explicar a sensação de calmaria. Diferentemente dos demais parques de Orlando, ele foi construído ao redor de uma grande área central chamada Celestial Park, que por sua vez dá acesso aos outros quatro “mundos” do complexo: Super Nintendo World, Dark Universe, The Wizarding World of Harry Potter – Ministry of Magic e How to Train Your Dragon – Isle of Berk.

Ocorre que, mais do que um simples corredor de circulação, o espaço funciona como uma espécie de área de respiro. Com jardins, lagos, fontes, restaurantes e caminhos largos, ele obriga o visitante a retornar ao centro antes de seguir para outro universo temático, todos eles marcados pela presença de grandes portais. Na prática, isso parece criar uma distribuição de público mais equilibrada em relação à encontrada em outros centros de lazer e contribui para uma visita menos cansativa. Ao menos, mentalmente.

Os detalhes dos universos temáticos

Um ano de Epic Universe A sobremesa Bubbly Barrel DK Crush Float, de Donkey Kong | Paulo Basso Jr.

Uma das vantagens de revisitar um parque temático é que a pressão, feito um passe de mágica, desaparece. Na primeira vez em que estive lá, o objetivo era garantir que nenhuma grande atração ficasse de fora do roteiro. Um ano depois, sem a ansiedade da estreia, aproveitei melhor o tempo para observar os ambientes e descobrir experiências que haviam ficado em segundo plano.

Lembro que quando atravessei o tubo verde que dá acesso a Super Nintendo World por uma escada rolante, por exemplo, saí correndo para ir ao simulador Mario Kart: Bowser's Challenge e, principalmente, à Mine-Cart Madness, a montanha-russa inspirada em Donkey Kong que se tornou uma das experiências mais procuradas do parque. Desta vez, porém, caminhei com calma e resolvi embarcar em Yoshi's Adventure, um trenzinho bem simples voltado para crianças pequenas.

Essa é a única atração do Epic Universe em que é liberado fazer fotos e vídeos, e o motivo não poderia ser melhor: durante o percurso, dá para ver a área do alto e observar bem os blocos suspensos, os personagens animados, as plataformas móveis e os efeitos que ajudam a transformar o cenário em um enorme ambiente de videogame.

Já na anexa Donkey Kong Country, ainda no mundo de Mario e companhia, me rendi à Bubbly Barrel DK Crush Float, sobremesa que viralizou desde a inauguração do parque. Servida em uma caneca temática de Donkey Kong, ela é feita com sorvete de banana e abacaxi, refrigerante de abacaxi, cestinha crocante de waffle, sprinkles, pedaços de toffee e pipoca caramelizada. Se cansa só de ler, o mesmo se dá ao comer, já que, ao menos para o meu gosto, é muito doce por metro quadrado. Meu conselho é dividir com a galera que viajar contigo.

O circo da área do Harry Potter

Um ano de Epic Universe Le Cirque Arcanus, na área de Harry Potter | Paulo Basso Jr.

De volta ao roteiro, resolvi explorar a área The Wizarding World of Harry Potter – Ministry of Magic com a devida calma que ela merece. Como ocorre com a maioria dos visitantes, minha primeira passagem por lá foi dominada pela expectativa de conhecer Harry Potter and the Battle at the Ministry, a atração mais emblemática do espaço. Desta vez, porém, passei mais tempo curtindo as ruas inspiradas na Paris mágica dos anos 1920, cuja representação é digna de cinema.

Os azulejos envelhecidos das estações do metrô parisiense, os lambe-lambes nas paredes, os cafés com mesinhas nas calçadas... Tudo parece feito na medida por lá, ao ponto de o espaço ter caído na graça do chef Jens Dahlmann, vice-presidente de operações culinárias da Universal Orlando Resort. "Uma das minhas atividades favoritas no parque é simplesmente sentar em Paris, tomar um café ou uma bebida, observar os visitantes e acompanhar o entretenimento acontecendo ao redor", conta.

Imerso nessa vibe, aproveitei para colocar em dia uma pendência da minha visita de estreia ao centro de lazer: eu não tinha assistido a Le Cirque Arcanus, espetáculo inspirado no universo de Animais Fantásticos e apresentado em um teatro localizado na área do Harry Potter. Aqui, já adianto: se você for ao Epic Universe pela primeira vez, não cometa esse erro.

Ao misturar acrobacias, ilusionismo, projeções e efeitos especiais, o show é fantástico. Em vários momentos, a produção lembra uma versão compacta do Cirque du Soleil, mas sem tentar competir diretamente com a produção canadense. A proposta aqui é outra: misturar cenários com atuações ao vivo e inserir todo mundo no enredo em que o cruel mestre de cerimônias Skender captura uma maleta repleta de criaturas mágicas. Imperdível.

Não por acaso, Le Cirque Arcanus aparece entre as experiências favoritas de Russ Dagon, vice-presidente sênior e diretor executivo de projetos da Universal Creative. "Toda vez que assisto ao espetáculo, percebo algum detalhe que não tinha visto antes", diz. E não é para menos.

Enfim, um abraço no Banguela

Um ano de Epic Universe O animatrônico do Banguela faz a festa da galera | Divulgação

Apesar de não justificar as filas que chegam a quase duas horas de duração nos dias em que o centro de lazer está mais cheio, o animatrônico é, realmente, impressionante. E fofo. Os movimentos são naturais, as expressões funcionam muito bem e a interação criada com os visitantes traz a sensação nítida de que há um dragãozinho de verdade ao seu lado. Para se ter uma ideia, Ariana Morabito, vice-presidente de entretenimento do Epic Universe, costuma dizer que uma de suas maiores satisfações desde a inauguração do parque é observar a reação dos visitantes ao se aproximarem do personagem. “Eu mesmo, quando o vi pronto, não sabia se gritava ou chorava de felicidade”, ressalta.

Nem todas as novidades de minha segunda visita ao centro de lazer, porém, envolveram grandes produções ou filas quilométricas. Também aproveitei para conhecer Fyre Drill, atração interativa em que equipes embarcam em barcos vikings e tentam acertar alvos com canhões de água. Ela é voltada para crianças menores e dificilmente figurará entre as prioridades de quem busca adrenalina, mas caiu como uma luva no calor típico da Flórida. Depois de alguns minutos de batalha aquática, é praticamente impossível sair completamente seco de lá.

O passeio reforça algo que já tinha ficado claro desde a primeira vez em que entrei em How to Train Your Dragon – Isle of Berk: esta é a área mais subestimada, porém mais cênica do Epic Universe. Concebida para agradar famílias com pessoas de todas as idades, conta com um lago circundado por ótimas atrações, como a montanha-russa Hiccup's Wing Gliders, que é levinha, mas muito divertida, e a apresentação The Untrainable Dragon, que mistura acrobacias executadas ao vivo com a presença de animatrônicos e serve como um bom respiro durante a visita ao parque.

Gastronomia em alto nível

Um ano de Epic Universe Restaurante Atlantic, no Celestial Park | Paulo Basso Jr.

Se as montanhas-russas, simuladores e shows ajudam a explicar o sucesso do Epic Universe, a gastronomia talvez seja um dos elementos que melhor revelam a estratégia da Universal para o futuro. Desde a inauguração do parque, ficou nítido que o conglomerado enxergava a alimentação de uma forma diferente da encontrada na maioria dos centros de lazer. Em vez de funcionar apenas como uma pausa entre uma atração e outra, ela parece ter sido pensada como parte integrante da experiência.

Pude conferir isso in loco ao almoçar no Atlantic, um dos principais restaurantes da área Celestial Park. Com decoração inspirada no oceano, grandes janelas voltadas para a lagoa central e um ambiente elegante sem parecer formal, ele proporcionou uma das refeições mais agradáveis da viagem. Entre as opções do cardápio, escolhi um bucatini com frutos do mar. O prato estava bem executado, com a massa no ponto correto e ingredientes frescos, algo que nem sempre é fácil de encontrar em centros de lazer.

Curiosamente, porém, o maior sucesso gastronômico do Epic Universe não vem dos restaurantes mais bem elaborados do parque, mas sim de um quiosque. Segundo dados divulgados pela Universal, o Mac and Cheese Cone servido no Hooligan's Grog & Gruel, em How to Train Your Dragon – Isle of Berk, já ultrapassou a marca de 500 mil unidades vendidas desde a inauguração. A procura foi tão grande que a operação precisou ser ampliada para atender à demanda.

A melhor atração do Epic Universe (e o que vem por aí)

Um ano de Epic Universe Stardust Racers, montanha-russa do Epic Universe | Paulo Basso Jr.

Se você me perguntasse qual atração gostei mais ao visitar Epic Universe pela primeira vez, minha resposta seria Stardust Racers, a famosa montanha-russa da área Celestial Park, que simula uma corrida espacial com dois trilhos que ora se descortinam paralelamente, ora parecem se cruzar. E agora que voltei ao parque, reforço minha escolha: para mim, esta é a melhor experiência do centro de lazer.

Como na primeira vez embarquei na primeira fileira, agora resolvi experimentar a última. A diferença é maior do que parece. A sensação de velocidade aumenta consideravelmente, os lançamentos parecem mais fortes e algumas transições ganham uma intensidade que eu simplesmente não havia percebido antes.

Quando saí de lá – e após me restabelecer por alguns minutos –, sentei em um lugar privilegiado em frente ao imponente Universal Helios Grand Hotel, que fica dentro da área Celestial Park, para assistir ao Cosmos Fountain Show, espetáculo de fontes e luzes que encerra o dia no centro de lazer. Esta é mais uma atração que tinha pulado da primeira vez e que, agora, fiz questão de ver. Mesmo porque não sei o quanto ela vai durar, uma vez que Jeff Polk, vice-presidente executivo e gerente geral do parque, não afirmou categoricamente, mas deixou transparecer nos bastidores que uma nova apresentação de encerramento, ainda mais grandiosa, vem sendo preparada e deve ser a primeira novidade do Epic Universe. Eu, como não sou bobo, já estou ansioso para voltar lá e conferir.

Leia mais:

  • Guia completo do Epic Universe
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  • Como é ficar nos hotéis da Universal Studios, em Orlando

Ingressos da Universal

Um ano de Epic Universe Super Nintendo World: ingressos especiais dão acesso a todos os parques da Unviersal em Orlando | Paulo Basso Jr.

A Universal Orlando Resort está com um ingresso promocional para o mercado brasileiro, chamado All Parks. O pacote permite acesso ilimitado aos quatro parques do complexo por até 14 dias consecutivos. A opção está disponível aqui e é válida para visitas a partir de 1º de janeiro.

O ingresso inclui entrada para o Universal Studios Florida, Islands of Adventure, Volcano Bay e Epic Universe,. O benefício permite que os visitantes entrem e saiam dos parques quantas vezes desejarem durante o período de validade.

Entre os diferenciais apontados está a flexibilidade para montar o roteiro sem a necessidade de definir previamente quais parques serão visitados em cada dia. O visitante também pode alternar entre os centros de lazer no mesmo dia graças ao benefício park-to-park, que inclui acesso ao trem Hogwarts Express, ligação entre Universal Studios e Islands of Adventure.

O pacote não exige reservas antecipadas para os parques, permitindo que os visitantes organizem o roteiro com mais liberdade. Mais informações e opções de compra podem ser obtidas aqui.

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