Memphis Depay: o atacante que superou o pai para carregar o sobrenome
Sportbuzz

“Me chame apenas de Memphis”. Foi assim que Memphis Depay, uma das principais apostas no ataque da Holanda viveu durante boa parte da carreira: desejando ser chamado apenas pelo primeiro nome. Sua história de vida não foi fácil, mas ele deu a volta por cima para hoje defender o Barcelona, um dos maiores clubes do mundo.
Como parte da preparação para a Copa do Mundo de 2022, no Catar, o SportBuzz conta a história do holandês Memphis Depay, o jogador que superou a relação com o pai para carregar o sobrenome da família. Neste ano, o atacante deve estar presente no Mundial que começa em novembro.
Nascido em Moordrecht, em fevereiro de 1994, filho de pai ganense e mãe holandesa, Depay cresceu em um bairro ruim nos arredores de Roterdã e viu seu pai abandonar a família quando tinha apenas quatro anos. Sua mãe, mais tarde, chegou a morar com outro homem que já tinha 15 filhos.
“Naquele tempo, eu só tinha que sobreviver, eu só tinha que lutar contra isso”, disse ele em uma antiga entrevista na TV. “Eu poderia falar de coisas como abuso físico, mas não tenho vontade”, completou. Memphis e sua mãe viram a vida mudar novamente quando este namorado ganhou um prêmio milionário e terminou com Cora Schensema.
A partir dali a carreira cresceu. Em 2015, foi contratado pelo Manchester United ao anotar 50 gols em 124 partidas pelo PSV. Depois de uma passagem de duas temporadas no futebol inglês, com 53 aparições e sete tentos, chegou à França para defender o Lyon. Entre 2017 e 2021, disputou 178 partidas, marcou 76 vezes e deu outras 56 assistências.
A boa passagem pelo futebol francês chamou atenção do Barcelona, que o contratou para a temporada de 2021/22; de lá para cá são 41 jogos e 14 gols marcados. Pela seleção holandesa, que defende desde as categorias de base, fez sua estreia no time principal em 2013 e já soma 41 bolas na rede em 79 aparições.
Recusa por vestir a camisa de Gana
Filho de pai ganense e mãe holandesa, Memphis foi sondado pela Associação de Futebol de Gana para defender a seleção africana por conta de sua dupla cidadania, mas optou por jogar pela potência europeia – seu país de nascimento. Em entrevista antiga à BBC, o atacante justificou sua escolha e colocou o pai como barreira.
Mas o desentendimento com meu pai é irreparável. Não falo com ele. Não tenho contato com a família paterna. E nunca mais terei”, disse em entrevista ao jornal holandês “De Volkskrant” em 2013.