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Veja como tratar queimadura de água-viva em crianças
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Veja como tratar queimadura de água-viva em crianças

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21/01/2026 12h55
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Com a chegada do verão e o avanço das férias, é necessária uma atenção redobrada às queimaduras de água-viva em crianças. No Brasil, especialmente no Litoral Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), há um aumento significativo de casos durante esta época. E o público infantil é o mais vulnerável, já que a menor superfície corporal intensifica os efeitos das toxinas liberadas pelos tentáculos do animal. Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe reforça os principais cuidados em casos de acidentes.

A dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, do Hospital Pequeno Príncipe, explica que, dependendo da sensibilidade ou do quanto foi exposta, a criança pode apresentar sintomas sistêmicos. “Entre eles, dor de cabeça, vômitos, alteração da pressão arterial, desmaio e até convulsão. Nestes casos, os responsáveis devem procurar atendimento médico o quanto antes”, alerta a especialista.

Como identificar queimadura de água-viva?

Segundo a dermatologista, logo após o contato com a água-viva, podem surgir aspectos semelhantes a “chicotadas” na pele, provocados pelos tentáculos do animal. Confira outros sinais de atenção:

  • Dor;
  • Ardência;
  • Vermelhidão;
  • Inchaço no local.

“Além disso, a gravidade da reação depende da área atingida, da extensão do contato e também da exposição a mais de um animal durante o acidente”, complementa Flavia.

Como tratar uma queimadura de água-viva em crianças?

Em caso de queimadura de água-viva, a dermatologista orienta:

  • Lave a área com água salgada e, se disponível, aplique vinagre por 30 segundos a um minuto, o que ajuda a neutralizar a liberação de toxinas.
  • Se houver tentáculos ainda aderidos à pele, remova com auxílio de luvas ou usando um objeto rígido, como um cartão.
  • Para alívio da dor, use compressas de água quente.

Nos dias seguintes, proteja a região afetada para evitar manchas e infecções secundárias: não exponha o local ao sol, mantenha a pele limpa e observe se há formação de feridas.

Caso surjam sinais de gravidade – como inchaço intenso, vômitos, queda de pressão, tremores ou sintomas de intoxicação –, busque atendimento médico imediato. Afinal, esses quadros podem indicar reações mais severas ao veneno da água-viva.

O que não fazer?

Mais importante do que fazer é o que não deve ser feito no local da queimadura para não agravar o quadro:

  • Não esfregue;
  • Não use gelo, água doce ou urina, pois isso favorece a dispersão das toxinas;
  • Não exponha ao sol;
  • Não aplique pomada, álcool, óleo ou outros produtos.

“A água doce, bem como o xixi, funcionam como um gatilho que estoura as vesículas presentes nos tentáculos, liberando mais toxinas e piorando a dor e a ardência”, alerta Flavia.

Como prevenir queimadura de água-viva em crianças?

A principal forma de prevenção é estar atento ao local do banho de mar. Em alguns estados, a bandeira lilás no posto de guarda-vidas indica risco de presença de águas-vivas e caravelas. Veja também alguns cuidados importantes citados pela especialista:

  • Observe sinais de presença de águas-vivas no mar e na areia e evite essas áreas;
  • Consulte a equipe de bombeiros ou guarda-vidas sobre a presença dos animais;
  • Oriente a criança a não tocar nesses animais, mesmo se estiverem mortos;
  • Ao caminhar na praia, utilize calçado para evitar pisar em tentáculos soltos.
Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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