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Adesivos na região das mamas no carnaval? Veja os cuidados!
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Adesivos na região das mamas no carnaval? Veja os cuidados!

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Anamaria
03/02/2026 15h42
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Brilho, pedrarias e adesivos fazem parte do visual de Carnaval e costumam ganhar espaço principalmente na região do colo e das mamas. O problema começa quando esses materiais são aplicados diretamente sobre a pele, que já fica mais sensível durante os dias de calor intenso e longas horas de festa. A combinação entre suor, atrito e cola cria um ambiente propício para reações cutâneas que vão além do desconforto passageiro.

O risco não está relacionado às mamas em si, mas à pele dessa região, que é mais fina e delicada. “O uso de adesivos, colas e glitter pode provocar dermatite de contato, assaduras, bolhas e até pequenas feridas. Em alguns casos, essas lesões podem evoluir para infecções e, se não forem tratadas, atingir camadas mais profundas”, diz Caetano da Silva Cardial, ginecologista da clínica Terra Cardial.

Confira os cuidados ao colar e descolar adesivos nos seios. Foto: Reprodução Instagram
Confira os cuidados ao colar e descolar adesivos nos seios. Foto: Reprodução Instagram

Calor e suor aumentam a sensibilidade da pele

Durante o Carnaval, o corpo transpira mais e a pele permanece úmida por longos períodos. Esse cenário facilita reações alérgicas e processos inflamatórios, especialmente quando há contato prolongado com substâncias químicas. “A pele fica mais sensível. Isso favorece alergias, inflamações e até foliculite, que é a inflamação dos poros e dos pelos”, explica Débora Cardial, dermatologista.

Produtos com perfume, corantes, glitter solto ou colas mais agressivas tendem a agravar o problema. O atrito constante causado pela movimentação do corpo também contribui para o surgimento de lesões.

Soluções improvisadas elevam o risco

Um dos erros mais comuns nessa época do ano é recorrer a materiais que não foram desenvolvidos para uso dermatológico. Fitas dupla face, fita isolante, cola de artesanato e até supercola aparecem como alternativas rápidas, mas oferecem riscos importantes. Esses produtos podem causar alergias intensas, queimaduras químicas e até a retirada da camada superficial da pele no momento da remoção.

Antes de aplicar qualquer adesivo, a recomendação é testar o produto em outra área do corpo e aguardar 24 horas para observar possíveis reações. Também é indicado evitar o uso em pele recém-depilada ou esfoliada, quando a barreira cutânea está mais fragilizada.

A forma de remover também importa

A retirada inadequada do adesivo pode machucar a pele tanto quanto o uso prolongado. O ideal é fazer isso durante o banho morno ou após aplicar uma compressa morna na região. “Use óleo corporal, óleo mineral ou um removedor próprio para adesivos. Vá soltando aos poucos, sem puxar de uma vez. Segurar a pele enquanto descola ajuda a evitar machucados”, orienta Débora.

Forçar a remoção a seco aumenta a chance de feridas, ardor intenso e sangramento.

Sinais de alerta após a folia

Depois do uso de adesivos na região das mamas, é importante observar a pele nos dias seguintes. Vermelhidão intensa, ardor persistente, coceira forte, bolhas, feridas abertas, sangramento, secreção com odor desagradável ou febre indicam que algo não está bem e exigem avaliação médica.

Alternativas mais seguras para o visual

Para quem quer manter o visual carnavalesco sem comprometer a saúde da pele, a recomendação é optar por soluções menos agressivas. Tops, biquínis, fantasias adequadas ao calor, body tapes dermatológicos de boa qualidade e adereços costurados diretamente na roupa reduzem o risco de reações e lesões.

Com alguns cuidados simples, é possível aproveitar o Carnaval sem transformar o brilho da festa em dor ou problema de saúde nos dias seguintes.

Resumo:
Adesivos aplicados na região das mamas durante o Carnaval podem causar alergias, feridas e inflamações, especialmente com calor e suor. Produtos inadequados e remoção incorreta aumentam os riscos. Optar por alternativas seguras e observar sinais de reação na pele ajuda a curtir a folia com mais tranquilidade.

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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