Home
Estilo de Vida
Alerta: o que leva um cão a atacar?
Estilo de Vida

Alerta: o que leva um cão a atacar?

publisherLogo
Anamaria
17/05/2026 21h00
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/images/photos/16738763/original/vac_abr_1201220029?1779098096
©Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

Existem raças naturalmente agressivas ou o comportamento dos animais depende de outros fatores? Recentemente, uma mulher de 49 anos morreu no interior do Maranhão após ser atacada pelo próprio cachorro, da raça pitbull.

Segundo informações, o animal vivia com a família há cerca de dois anos e havia sido adotado já adulto. A tutora foi atacada enquanto dava banho no cachorro e não resistiu aos ferimentos. Situações como essa costumam gerar medo e reforçar estigmas, especialmente em relação a determinadas raças. Mas o problema vai além disso.

A agressividade não está na raça

Associar agressividade diretamente à raça é um erro comum. “O que define o comportamento de um cão é um conjunto de fatores: genética, sim, mas principalmente ambiente, histórico, estímulos e a forma como ele é conduzido no dia a dia”, diz Beatriz França, especialista em comportamento animal e fundadora da Creche Escola BFA no Brasil e da PETland BFA em Miami.

Segundo ela, cães considerados “de raças agressivas” podem ser equilibrados e sociáveis quando passam por socialização adequada e têm limites bem estabelecidos. O risco aumenta, principalmente, quando há falhas nesse processo, algo mais comum em animais adotados já adultos e com histórico desconhecido. “Casos como esse não são sobre um pitbull. São sobre falta de leitura comportamental e de preparo para lidar com aquele animal específico”, diz.

Adotar um cão adulto exige atenção redobrada

A adoção é um gesto importante, mas quando envolve cães adultos, a adaptação exige mais cuidado. “Amor não substitui preparo. Ter um cão, principalmente de grande porte ou com histórico desconhecido, exige responsabilidade técnica”, explica a especialista.

Entre os principais cuidados estão evitar estímulos invasivos, respeitar o espaço do animal, não forçar interações e investir em acompanhamento profissional desde o início. Outro ponto essencial é a observação do comportamento.

“O cão sempre comunica antes de reagir. Postura corporal rígida, olhar fixo e sinais de desconforto são avisos claros. O problema é que muitos tutores não sabem interpretar esses sinais”, indica Beatriz.

Onde os tutores mais erram

Um dos erros mais frequentes é tratar o cachorro como se fosse humano, ignorando sua natureza e linguagem. Isso aparece em atitudes comuns, como invadir o espaço do animal, forçar contato com visitas ou crianças e não estabelecer limites claros. “O maior erro é a humanização. O cão tem linguagem própria e precisa ser respeitado dentro disso”, reforça.

Além disso, existe um fator que costuma passar despercebido: a falsa sensação de segurança. “Muitos cães convivem anos sem apresentar agressividade, e isso faz o tutor relaxar. Mas o comportamento não é estático. Ele responde ao ambiente, aos estímulos e às mudanças”, diz.

Convivência segura começa com informação

Casos graves, como o registrado no Maranhão, são raros, mas servem como alerta importante. Mais do que escolher a raça, é fundamental entender o perfil do animal, investir em orientação profissional e manter uma rotina de manejo consciente. Também é importante reconhecer que nem todo cão se adapta a qualquer família.

“Existem, sim, casos em que o perfil do animal não é compatível com aquele ambiente ou estilo de vida. E isso precisa ser considerado”, destaca Beatriz.

A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1518, de 24 de abril de 2026). 

Leia a matéria original aqui.

icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também