Cecília Malan não pode mais morar no Brasil; entenda por que
Anamaria

A jornalista Cecília Malan, rosto conhecido das manhãs da TV Globo como correspondente em Londres, esteve recentemente no Brasil para um momento especial. A repórter lançou, no Rio de Janeiro, o livro “Eu & Elas: Histórias Maternas”, onde compartilha os bastidores e os desafios de conciliar a carreira internacional com a criação da filha, Olímpia, de 6 anos. No entanto, apesar do carinho pelo país natal e das visitas pontuais, um retorno definitivo para as terras brasileiras não está nos planos — e o motivo é estritamente jurídico.
O entrave jurídico e a vida de Cecília Malan no exterior
Em entrevista recente à coluna Gente, da revista Veja, a jornalista esclareceu que a sua vida de Cecília Malan no exterior é ditada por uma imposição legal. Como o pai de sua filha é francês e o casal está divorciado, a legislação internacional impede que ela mude a residência da criança para outro país sem um acordo ou decisão judicial específica. “O pai da minha filha é estrangeiro e somos divorciados. Por lei, não posso voltar”, afirmou categoricamente à publicação.
Essa situação é comum em casos de famílias multiculturais, onde o direito de convivência de ambos os genitores é protegido por tratados internacionais. Assim, a vida de Cecília Malan no exterior, especificamente em Londres, tornou-se uma base fixa para garantir que Olímpia mantenha o vínculo com o pai. De fato, a jornalista lida com essa realidade com naturalidade, focando em sua carreira e na rede de apoio que construiu na Europa ao longo de uma década e meia.
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Maternidade real e os desafios da profissão
No livro lançado durante sua passagem pelo Rio, Cecília humaniza a figura da “correspondente perfeita”, relatando situações em que a rotina profissional e a materna se cruzam. Ela relembrou, por exemplo, um episódio no Instagram onde dividiu um momento de cumplicidade com uma colega russa que também trabalhava com a filha por perto. Adicionalmente, a obra busca gerar identificação com outras mulheres que enfrentam a sobrecarga de equilibrar sonhos profissionais e o cuidado com os filhos.
Entenda a Lei de Guarda Internacional
Para casos como o da jornalista, as regras costumam seguir a Convenção de Haia, que trata da subtração internacional de menores. De acordo com o princípio jurídico, a residência da criança não pode ser alterada de forma unilateral por um dos pais para um país distante, pois isso dificultaria o convívio com a outra parte. Para entender mais sobre as complexidades do Direito de Família internacional, você pode consultar o portal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Resumo: Cecília Malan revelou que não pode voltar a morar no Brasil por questões legais, já que o pai de sua filha é estrangeiro e eles são divorciados. Em visita ao país para lançar seu livro sobre maternidade, ela explicou que a lei impede a mudança definitiva. Atualmente, a jornalista segue como correspondente em Londres.
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