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Criança que respira pela boca: quando isso deixa de ser normal
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Criança que respira pela boca: quando isso deixa de ser normal

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Anamaria
11/05/2026 21h50
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Olá a todos! Esta semana quero falar sobre um hábito muito comum na infância, mas que merece atenção: a respiração pela boca.

Muitos pais acabam se acostumando a ver a criança dormindo de boca aberta, roncando ou respirando mais pela boca do que pelo nariz. Em alguns momentos, isso pode acontecer de forma passageira, principalmente durante gripes ou crises alérgicas. O problema é quando esse padrão se torna frequente.

A respiração nasal é a forma adequada de respirar. O nariz filtra, aquece e umidifica o ar antes que ele chegue aos pulmões. Quando a criança passa a respirar predominantemente pela boca, geralmente existe algum grau de obstrução nasal por trás disso.

Uma das causas mais comuns é o aumento da adenoide, tecido localizado atrás do nariz e bastante frequente na infância. Além disso, rinite alérgica, aumento das amígdalas e alterações anatômicas também podem contribuir para o problema.

E por que isso merece atenção? Porque respirar pela boca não é apenas um hábito da infância. Com o tempo, isso pode trazer impactos importantes para a saúde e para o desenvolvimento da criança.

Entre os sinais mais comuns estão:

• ronco frequente
• sono agitado
• baba no travesseiro
• dificuldade para acordar
• irritabilidade
• cansaço durante o dia
• dificuldade de concentração

Em algumas crianças, o sono fica tão prejudicado que o rendimento escolar também pode cair. Outro sinal que muitas famílias nem sempre associam à respiração bucal é a enurese noturna, o conhecido “xixi na cama”. Crianças que roncam, dormem mal e apresentam obstrução nasal importante podem ter alterações na qualidade do sono que favorecem esses episódios, mesmo após a idade em que isso já deveria estar controlado.

Além disso, a respiração oral prolongada pode interferir diretamente no crescimento da face e na formação da arcada dentária. O céu da boca pode ficar mais estreito, a mordida pode sofrer alterações e os dentes podem entortar ao longo do desenvolvimento. Em muitos casos, a criança passa a apresentar mudanças progressivas no formato facial e necessidade futura de tratamento ortodôntico.

Outro ponto importante é que muitas crianças respiradoras orais apresentam infecções de repetição, como otites, sinusites e amigdalites. Isso acontece porque a obstrução nasal favorece inflamações recorrentes das vias aéreas superiores.

O tratamento depende da causa. Em alguns casos, o controle da alergia e medidas clínicas são suficientes. Em outros, especialmente quando há aumento importante da adenoide ou das amígdalas, pode haver indicação cirúrgica.

Se a criança respira pela boca, ronca ou dorme mal com frequência, vale a pena procurar uma avaliação especializada. Identificar a causa precocemente pode evitar impactos no sono, no desenvolvimento facial e até na arcada dentária.

Leia a matéria original aqui.

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