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Dia das Crianças: doces e videogames estão mais caros
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Dia das Crianças: doces e videogames estão mais caros

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Anamaria
06/10/2025 13h00
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O Dia das Crianças é uma data bastante desejada pelos pequenos, mas que pode pesar no orçamento doméstico. Um levantamento da Rico analisou a variação de preços de uma cesta formada pelos itens mais procurados na comemoração – como brinquedos, doces, roupas, videogames, bicicletas e até livros – e mostrou que, em média, ela ficou 4,01% mais cara em 2025 até agosto, acima do IPCA acumulado no mesmo período (3,15%). Nos últimos 12 meses, a alta foi de 2,46%.

“Mesmo com essa aceleração recente, a cesta apresenta certa estabilidade se comparada aos itens isolados, mostrando que o impacto da inflação depende muito do tipo de produto”, explica Segundo a analista de research Maria Giulia Figueiredo.

O que mais pesou no bolso

Entre os itens que mais aumentaram de preço estão os doces e os eletrônicos:

  • Chocolate em barra e bombom: +23,4% em 12 meses e +74,8% desde 2020.

  • Videogames (consoles): +6,75% em 12 meses e +27,65% desde 2020.

  • Livros didáticos: +5,7% em 12 meses.

Na outra ponta, alguns produtos tiveram variação mais controlada:

  • Brinquedos: +1,51% em 12 meses, abaixo da inflação geral.

  • Roupas infantis: +2,97% em 12 meses, acumulando +28,9% desde 2020, também abaixo do IPCA no período (+37,6%).

Esse cenário mostra que, enquanto guloseimas e tecnologia pesam cada vez mais, presentes tradicionais como bonecas, carrinhos e roupas ainda são opções mais acessíveis.

Videogames e doces estão mais caros! Foto: FreePik
Videogames e doces estão mais caros! Foto: FreePik

Por que os preços variam tanto

A diferença de reajustes reflete desde oscilações de commodities agrícolas, que afetam os doces, até a alta do dólar, que encarece eletrônicos importados. Já brinquedos e roupas infantis sofrem menos impacto cambial e conseguem segurar a inflação.

Como economizar no Dia das Crianças

A educadora financeira Thaisa Durso, da Rico, lembra que é possível celebrar a data sem comprometer o orçamento. “Educação financeira não precisa ser um tema pesado. O mais importante é mostrar que consumo consciente também pode ser prazeroso”, diz. Entre as estratégias, ela sugere:

  • Pesquisar preços: comparar em lojas físicas e online pode gerar boas economias.

  • Comprar com antecedência: evita a pressão da data e aproveita promoções.

  • Optar por presentes educativos: livros e jogos de tabuleiro estimulam o aprendizado e custam menos do que os eletrônicos.

  • Criar experiências: em vez de gastar alto com presentes, atividades em família podem marcar mais do que o valor investido.

Fale sobre dinheiro com os pequenos

A data também pode ser uma oportunidade de ensinar sobre dinheiro e como poupar. Dar o exemplo é a melhor forma de ensinar. 

Por exemplo: se os pais tivessem investido R$ 100 por mês desde 2009 no Tesouro Selic, hoje teriam acumulado R$ 46.997,33, suficiente para bancar uma viagem à Disney em família.

Mas nunca é tarde para começar. Para atingir esse valor até 2040 (15 anos), bastaria investir R$ 110,60 por mês em Tesouro IPCA+ 2040. O ganho real projetado seria de R$ 35.136,47, suficiente para realizar o sonho da viagem em família.

“Esse é o verdadeiro poder dos juros compostos: o dinheiro cresce como uma bola de neve, acelerando ao longo do tempo. Quanto antes começar, maior o potencial de transformar sonhos em realidade”, explica Thaisa. “No fim das contas, o que fica são as memórias construídas em família e o aprendizado que os filhos levam para a vida. O presente pode ser simples, mas o ensinamento é duradouro”, finaliza.

Resumo: 

Uma pesquisa da Rico mostra que, em 2025, a inflação do Dia das Crianças foi puxada por doces e videogames, enquanto brinquedos e roupas ficaram mais acessíveis. Especialistas reforçam a importância de pesquisar preços e investir em presentes criativos e educativos para equilibrar o orçamento sem deixar a comemoração de lado.

Leia também:

Como o excesso de presentes afeta as crianças

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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