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Férias de julho e autismo: 5 dicas para viajar e passear com o seu filho TEA sem crises
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Férias de julho e autismo: 5 dicas para viajar e passear com o seu filho TEA sem crises

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Anamaria
27/06/2026 11h30
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As férias escolares costumam ser sinônimo de viagens, passeios, visitas a familiares e dias diferentes da rotina. Mas, para muitas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tantas mudanças em pouco tempo podem representar um desafio.

Ambientes cheios, barulho, luzes intensas, novos lugares e alterações na programação podem provocar desconforto e aumentar a ansiedade. Por isso, especialistas orientam que o planejamento seja parte importante das férias, ajudando a tornar as experiências mais previsíveis e respeitando as necessidades de cada criança.

Segundo Bárbara Calmeto, neuropsicóloga e diretora do Autonomia Instituto, a preparação deve começar antes mesmo do passeio. “É importante contextualizar previamente os ambientes que a criança irá frequentar, explicando como será a rotina, quais estímulos ela poderá encontrar e quais estratégias poderá utilizar caso se sinta desconfortável. Essa familiarização ajuda a reduzir a ansiedade e aumenta a sensação de segurança”, explica.

Mudar a rotina exige preparação

Embora as férias sejam um período de descanso, isso não significa que toda a estrutura da rotina precise desaparecer. Para muitas crianças com TEA, saber o que vai acontecer ao longo do dia contribui para diminuir a insegurança diante de situações novas.

“A previsibilidade continua sendo uma grande aliada. Mesmo durante um período de descanso, é possível preparar a criança para o que irá acontecer, respeitando sempre seus limites e necessidades sensoriais”, acrescenta Bárbara. Confira algumas estratégias que podem ajudar.

1. Explique os passeios com antecedência

2. Respeite o tempo da criança

Nem toda programação precisa ser cumprida. Durante as férias, é comum surgirem convites para festas, encontros familiares e passeios, mas isso não significa que a criança precise participar de todos. Respeitar os limites individuais ajuda a evitar situações de sobrecarga e torna a experiência mais agradável para toda a família.

3. Inclua momentos de pausa no roteiro

Passeios longos ou ambientes muito movimentados podem exigir intervalos. Sempre que possível, identifique locais tranquilos onde a criança possa descansar por alguns minutos caso demonstre sinais de desconforto. Uma sala mais silenciosa, um espaço ao ar livre ou até o próprio carro podem funcionar como locais de descanso temporário.

4. Conheça os estímulos que causam desconforto

Cada criança com TEA apresenta características e sensibilidades diferentes. Enquanto algumas se incomodam mais com sons altos, outras podem reagir à iluminação intensa, ao excesso de pessoas ou às mudanças inesperadas na rotina. Conhecer esse perfil sensorial ajuda a escolher passeios mais adequados e permite fazer adaptações quando necessário.

Férias de julho e autismo: veja dicas para não passar perrengues com seu filho. Foto: Magnific
Férias de julho e autismo: veja dicas para não passar perrengues com seu filho. Foto: Magnific

5. Leve objetos que tragam segurança

Itens familiares podem ajudar a criança a lidar melhor com ambientes desconhecidos. Brinquedos preferidos, livros, mantas, almofadas, fones com redução de ruído ou outros objetos que façam parte da rotina costumam transmitir sensação de segurança durante viagens e passeios. Pequenos recursos como esses podem facilitar a adaptação em momentos de maior estímulo.

O acompanhamento terapêutico também faz diferença

Além do planejamento familiar, especialistas destacam que algumas crianças podem se beneficiar de estratégias desenvolvidas em acompanhamento profissional. Entre elas estão a dessensibilização sistematizada, conduzida por psicólogos, e atividades de integração sensorial realizadas por terapeutas ocupacionais. Essas abordagens ajudam a criança a lidar gradualmente com diferentes estímulos, sempre respeitando seu ritmo e suas necessidades.

O objetivo é aproveitar as férias com mais tranquilidade

Nem sempre será possível evitar imprevistos ou situações desafiadoras, mas adaptar o planejamento à realidade da criança pode tornar esse período mais leve. Com organização, previsibilidade e respeito aos limites individuais, as férias podem ser uma oportunidade para criar boas experiências sem abrir mão do conforto e do bem-estar da criança.

Resumo:

Passeios e viagens durante as férias de julho podem representar desafios para crianças com TEA devido às mudanças de rotina e ao excesso de estímulos. Segundo a neuropsicóloga Bárbara Calmeto, preparar a criança com antecedência, respeitar seus limites e planejar momentos de pausa ajudam a tornar esse período mais tranquilo para toda a família.

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Leia a matéria original aqui.

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