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'Limpou ou passou bebida': quais são os perigos do álcool para crianças?
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'Limpou ou passou bebida': quais são os perigos do álcool para crianças?

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Anamaria
12/03/2026 11h30
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Um vídeo do cantor sertanejo Leonardo ao lado do neto, José Leonardo, gerou grande repercussão nas redes sociais nesta semana. Na gravação, publicada nos stories do Instagram, o artista aparece com a criança no colo em frente a um espelho e encosta o dedo molhado com bebida alcoólica no rosto do menino.

Rapidamente, internautas começaram a questionar a atitude. Muitos perguntaram se o gesto serviu apenas para limpar a boca da criança ou se houve contato direto com a bebida. “Se fosse um pobre, o conselho tutelar já teria agido, mas…”, ironizou uma internauta. “Limpou a boca ou deu bebida? Se na minha época de infância tivesse rede social como tem hoje e gente filmando tudo, minha família toda ia presa”, opinou outro.

Enquanto isso, a influenciadora Virginia Fonseca contou que precisou adiar uma viagem a Madri por causa da saúde dos três filhos. Segundo ela, todos apresentaram sintomas como vômito e tosse durante a madrugada.

Apesar de o vídeo não confirmar ingestão de álcool pela criança, especialistas aproveitam o momento para lembrar que a exposição precoce à bebida merece atenção e cuidado.

Perigos do álcool para crianças e adolescentes

Especialistas alertam que os perigos do álcool para crianças vão muito além de um episódio isolado. Durante a infância e a adolescência, o cérebro ainda está em formação e qualquer contato com álcool pode provocar impactos importantes. “Nesta fase, o cérebro está em desenvolvimento e pode sofrer mudanças duradouras em
decorrência do uso de álcool”, alerta Mariana Thibes, coordenadora do CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool.

O comprometimento de várias funções cerebrais traz consequências negativas de curto e longo prazo, como queda no rendimento escolar, casos de violência e prejuízos nas habilidades cognitivas (aprendizagem verbal, memória e atenção) e socioemocionais (autocontrole, motivação e julgamento), que podem perdurar por toda a vida.

Além disso, especialistas observam que a exposição precoce aumenta a vulnerabilidade a situações de risco. Por exemplo, jovens que entram em contato com bebidas muito cedo podem enfrentar mais episódios de violência ou impulsividade ao longo da vida.

Outro ponto envolve a idade da primeira experimentação. Uma pesquisa feita pelo Ipec, realizada em 2022 a pedido do CISA com homens e mulheres acima dos 18 anos, mostrou que o primeiro contato dos entrevistados com a bebida alcoólica aconteceu, em geral, em reuniões familiares, e a iniciação no ambiente familiar ocorreu com consentimento ou até mesmo o incentivo de pais ou parentes.

“A prevenção do uso de álcool por crianças e adolescentes começa na família, entretanto é muito comum, por exemplo, festas de quinze anos ou em aniversário de adolescentes regados a álcool, que ocorrem, inclusive, com a permissão e a participação dos pais e outros adultos presente”, avalia Thibes.

Para a coordenadora do CISA, por desconhecimento ou desinformação, muitos pais acabam tomando atitudes que não contribuem para a prevenção. “Proteger crianças e adolescentes do uso precoce de álcool é uma
responsabilidade de toda a sociedade, que se inicia na família e se estende a outros atores – governo, escola, profissionais de saúde e comunidade – para a construção de um pacto coletivo que estabeleça tolerância zero ao consumo de álcool por menores.”

Resumo: Um vídeo do cantor Leonardo com o neto reacendeu discussões nas redes sociais sobre os perigos do álcool para crianças. Especialistas alertam que o cérebro infantil ainda está em desenvolvimento e pode sofrer impactos importantes com a exposição à bebida. Além disso, o consumo precoce aumenta o risco de dependência no futuro. Por isso, informação e prevenção continuam sendo fundamentais.

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Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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