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Novembro Azul: como prevenir e identificar cedo o câncer de próstata
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Novembro Azul: como prevenir e identificar cedo o câncer de próstata

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Anamaria
26/11/2025 14h00
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Ao longo deste ano, o Brasil deve registrar mais de 71 mil novos diagnósticos de câncer de próstata, segundo estimativas do Inca. Embora o número impressione, ele reforça um ponto essencial: quando o homem se informa e busca ajuda cedo, ele tem grandes chances de cura, que chegam a 98% nos casos detectados na fase inicial.

Dados recentes do DataSUS mostram 2.575 mortes pela doença entre janeiro e agosto de 2025, um aumento de 6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Por isso, durante o Novembro Azul, especialistas destacam a importância de uma conversa aberta com o urologista, que continua sendo o caminho mais eficaz para quebrar tabus e garantir cuidados contínuos.

A seguir, reunimos cinco perguntas essenciais para ajudar os homens, e as famílias que os apoiam, a entender melhor a doença, tirar dúvidas e saber como agir de forma preventiva, especialmente quando surgem fatores de risco.

Quando começar o rastreamento do câncer de próstata?

A recomendação geral da Sociedade Brasileira de Urologia é iniciar o rastreamento aos 50 anos. No entanto, essa orientação muda quando existem fatores de risco importantes. A endocrinologista Rosita Fontes explica que homens negros ou com histórico familiar direto, como pai ou irmão diagnosticado antes dos 60 anos, devem começar o acompanhamento mais cedo, por volta dos 45 anos. Esse cuidado antecipado faz diferença, porque ele aumenta a chance de detectar alterações discretas antes de elas se tornarem preocupantes.

Como funciona a detecção precoce do câncer de próstata?

A radiologista Natalia Sabaneeff lembra que nenhum exame isolado identifica com segurança a doença. Assim, os médicos utilizam um conjunto de análises: o PSA sanguíneo, o toque retal e a ressonância magnética multiparamétrica, especialmente quando há risco aumentado. Além disso, a ressonância ajuda a localizar lesões suspeitas e evita biópsias desnecessárias.

Mesmo assim, o diagnóstico definitivo depende da biópsia da próstata, já que apenas ela confirma a presença de células malignas. Por isso, os especialistas recomendam que o paciente pergunte ao médico sobre a indicação correta de cada exame e sobre a necessidade real de realizar uma biópsia.

E se o diagnóstico for confirmado?

Ao receber o diagnóstico de câncer de próstata, o paciente precisa entender que nem todo tumor exige intervenção imediata. Muitos crescem devagar e permitem uma abordagem chamada vigilância ativa. Nesse processo, o médico acompanha periodicamente o PSA, o toque retal e a ressonância, garantindo segurança enquanto monitora possíveis alterações.

Segundo Sabaneeff, essa estratégia reduz complicações e ansiedade, pois diferencia tumores indolentes daqueles que realmente precisam de cirurgia ou radioterapia. Por isso, o homem deve perguntar sobre o grau de agressividade do tumor e qual plano de cuidado se encaixa melhor no seu caso.

O câncer de próstata é hereditário?

O geneticista Gustavo Guida explica que cerca de 10% a 15% dos casos têm origem hereditária. Mutações em genes como o BRCA2 aumentam em até oito vezes o risco da doença e costumam estar ligadas a tumores mais agressivos. Além disso, ter parentes de primeiro grau com o diagnóstico dobra ou triplica o risco.

Quando há histórico familiar expressivo, o especialista pode indicar exames genéticos, como o Sequenciamento de Nova Geração, capazes de identificar mutações importantes para definir o nível de predisposição.

O que faz parte do check-up além da próstata?

Como reforça Rosita Fontes, “a saúde do homem é mais do que a próstata”. Dessa forma, o check-up precisa incluir avaliações que vão além do rastreio do câncer de próstata. Conversar sobre diabetes, hipertensão, colesterol, hormônios e exames gerais, como hemograma, hepatograma e creatinina, ajuda a construir um cuidado mais completo e constante.

Resumo: O Novembro Azul reforça a importância de falar abertamente sobre o câncer de próstata e apostar no diagnóstico precoce. Perguntar, investigar e acompanhar de perto aumenta as chances de cura e reduz procedimentos desnecessários. Com informação clara e apoio médico, o homem cuida melhor da própria saúde e vive com mais tranquilidade.

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Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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