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Seu gato está espirrando? Cuidado: a gripe felina pode causar cegueira e perda de olfato
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Seu gato está espirrando? Cuidado: a gripe felina pode causar cegueira e perda de olfato

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Anamaria
10/05/2026 22h00
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©Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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Espirros, secreção no nariz e olhos lacrimejando podem parecer sinais leves, mas, nos gatos, esses sintomas podem indicar o Complexo Respiratório Felino. Esse conjunto de infecções é altamente contagioso e pode trazer consequências mais sérias do que muitos tutores imaginam, especialmente quando não há vacinação adequada.

Ele é causado principalmente pelo herpesvírus felino e pelo calicivírus, podendo também envolver bactérias oportunistas, que afetam o sistema respiratório e, em alguns casos, outras funções importantes do organismo.

Segundo dados do European Advisory Board on Cat Diseases, até 80% dos gatos infectados pelo herpesvírus tornam-se portadores ao longo da vida, com possibilidade de novos episódios em momentos de estresse.

Sintomas que podem evoluir com o tempo

Herpesvírus felino

Os sinais mais conhecidos incluem espirros, secreção nasal e ocular e inflamação nos olhos. Mas o problema pode avançar. “Por ser um vírus que permanece no organismo e pode reativar em momentos de estresse, muitos gatos acabam desenvolvendo rinites crônicas, ceratites e úlceras de córnea, com risco de perda da visão”, explica Kathia Soares, médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal.

Calicivírus

Outro agente importante é o calicivírus, que pode causar lesões na boca. Essas úlceras são dolorosas e podem dificultar a alimentação e a ingestão de água. “Muitos responsáveis só buscam o médico-veterinário quando o gato para de se alimentar, mas as lesões crônicas nos cornetos nasais podem fazer com que o animal tenha dificuldade respiratória e perda de olfato pelo resto da vida”, afirma Kathia. Como o olfato é essencial para os gatos se alimentarem, esse tipo de sequela pode impactar diretamente a qualidade de vida.

A transmissão desses vírus acontece com facilidade, especialmente em locais com vários animais. Em ambientes compartilhados, a circulação do calicivírus pode atingir uma parcela significativa dos gatos, favorecendo a disseminação rápida da doença.

Vacinação é a principal forma de proteção

A forma mais eficaz de evitar complicações é a vacinação, que geralmente começa a partir das 9 semanas de vida. As vacinas múltiplas ajudam a proteger contra diferentes agentes do complexo respiratório e reduzem o risco de quadros graves.

“Vacinar não é apenas prevenir doenças, é promover um futuro com mais qualidade de vida. No caso dos felinos, que dependem muito do olfato para se alimentar e interagir, preservar as vias aéreas é essencial para seu bem-estar”, destaca Kathia.

Além da vacinação, o acompanhamento regular com médico-veterinário é importante para manter a saúde do animal em dia. Consultas periódicas ajudam a ajustar o calendário vacinal, orientar sobre alimentação e identificar sinais precoces de doenças.

A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1517, de 17 de abril de 2026). 

Leia a matéria original aqui.

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