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SOP foi renomeada para SOMP: O que muda e o papel da dieta
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SOP foi renomeada para SOMP: O que muda e o papel da dieta

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Anamaria
17/05/2026 12h29
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Uma mudança histórica acaba de acontecer na saúde da mulher. A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) foi oficialmente renomeada para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), conforme consenso global publicado em maio de 2026 na revista científica The Lancet. E essa mudança vai muito além de trocar uma sigla.

Como nutricionista especialista em saúde da mulher e SOP, isso sempre esteve muito evidente no consultório. Muitas pacientes chegam não apenas com irregularidade menstrual, mas também com resistência à insulina, dificuldade para emagrecer, compulsão alimentar, acne, excesso de pelos, queda de cabelo, fadiga, inflamação e infertilidade.

A nova nomenclatura busca justamente representar melhor essa complexidade metabólica e hormonal da síndrome.

Hoje sabemos que a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) está profundamente relacionada a:

  • resistência à insulina;
  • inflamação metabólica;
  • alterações hormonais;
  • hiperandrogenismo;
  • alterações neuroendócrinas;
  • risco cardiovascular;
  • alterações emocionais;
  • infertilidade.

Assim, a nova nomenclatura ajuda mulheres e profissionais a compreenderem a síndrome de forma mais ampla e integrada.

Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina: Papel da dieta

A alimentação passa a ter papel ainda mais importante no manejo da síndrome. Isso porque a dieta influencia diretamente fatores centrais da SOMP, como inflamação, controle glicêmico, metabolismo hormonal, composição corporal, microbiota intestinal e resistência à insulina.

Assim, uma dieta estratégica pode ajudar na melhora de sintomas como compulsão alimentar, excesso de fome, gordura abdominal, fadiga, irregularidade menstrual e dificuldade para emagrecer.

O foco costuma ser uma alimentação rica em proteínas, fibras, vegetais, gorduras boas e alimentos com melhor resposta glicêmica, reduzindo excesso de ultraprocessados e alimentos inflamatórios.

Mas, não existe uma dieta única para todas as mulheres com SOMP. Cada paciente apresenta sintomas, exames, rotina e necessidades diferentes. Algumas têm maior dificuldade metabólica, outras sofrem mais com acne, infertilidade, compulsão ou alterações intestinais. Por isso, o acompanhamento individualizado faz tanta diferença.

Mais do que controlar sintomas isolados, o tratamento da SOMP precisa olhar a mulher de forma integrada, considerando metabolismo, hormônios, inflamação, comportamento alimentar e qualidade de vida. E a alimentação, quando bem direcionada, pode ser uma das ferramentas mais importantes nesse processo.

Quando a alimentação é ajustada estrategicamente, muitas mulheres percebem melhora importante da qualidade de vida.

Além do emagrecimento quando necessário, o acompanhamento nutricional pode ajudar no controle da fome, compulsão, resistência à insulina, energia, composição corporal, inflamação e fertilidade.

Outro benefício importante é aprender a construir uma relação mais equilibrada e sustentável com a alimentação, sem extremismos e sem dietas impossíveis de manter.

 

Leia a matéria original aqui.

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