Ter filho nos EUA dá cidadania? Entenda a escolha de Ludmilla e outras famosas e os mitos sobre o visto
Anamaria

Nascer em solo americano ainda garante cidadania? Famosas como Ludmilla e Brunna Gonçalves, Luciana Gimenez, Simone Mendes e Claudia Leitte fizeram isso. E, sim, o direito à cidadania por nascimento continua previsto na Constituição dos Estados Unidos e segue válido mesmo após discussões recentes sobre imigração no país. Mas, apesar de o bebê se tornar cidadão americano, isso não significa que os pais receberão automaticamente green card ou qualquer benefício migratório.
Como funciona a cidadania por nascimento nos Estados Unidos
Os Estados Unidos adotam o chamado princípio do jus soli, expressão em latim que significa “direito do solo”. Na prática, isso quer dizer que toda criança nascida em território americano, independentemente da nacionalidade dos pais, passa a ter cidadania dos EUA.
Segundo Larissa Salvador, advogada de imigração e fundadora da Salvador Law, esse é um direito garantido pela Constituição americana há mais de um século. “Muitas famílias tomam decisões baseadas apenas em informações que circulam nas redes sociais, sem compreender como as regras migratórias realmente funcionam. Buscar orientação correta antes da viagem é essencial para evitar problemas futuros tanto para os pais quanto para a criança”, afirma a especialista.
Ter um filho nos EUA dá green card aos pais?
Esse é um dos mitos mais comuns sobre o assunto. Embora o bebê receba a cidadania americana, os pais continuam com o mesmo status migratório que tinham antes do parto. Ou seja, se estavam no país com visto de turista, continuam com esse visto. A criança poderá, no futuro, ao completar 21 anos, solicitar residência permanente para os pais, desde que cumpra os requisitos legais.
O bebê perde a cidadania brasileira?
Não. Filhos de brasileiros nascidos nos Estados Unidos podem ter dupla cidadania. Além da cidadania americana, a criança também pode ser registrada em repartições consulares brasileiras para obter documentos do Brasil e ser reconhecida oficialmente como brasileira.
É permitido viajar grávida para os Estados Unidos?
Sim. A gravidez, por si só, não impede a entrada no país. No entanto, a imigração pode solicitar comprovação de que a gestante possui recursos financeiros para arcar com as despesas médicas e que pretende respeitar as regras do visto.
O parto nos Estados Unidos é gratuito?
Não. O sistema de saúde americano é privado e os custos costumam ser altos. Dependendo da cidade, do hospital e de eventuais complicações, o valor do parto pode chegar a dezenas de milhares de dólares. Por isso, planejamento financeiro é essencial antes de tomar essa decisão.
Quais são os benefícios da cidadania americana para o bebê?
Ao nascer nos Estados Unidos, a criança passa a ter direitos como:
- Passaporte americano
- Direito de morar e estudar no país
- Possibilidade de trabalhar legalmente no futuro
- Acesso facilitado a universidades e oportunidades profissionais
- Maior mobilidade internacional
Resumo:
Bebês nascidos nos Estados Unidos continuam recebendo cidadania americana automaticamente. No entanto, esse direito pertence apenas à criança e não garante green card ou benefícios migratórios imediatos para os pais. Além disso, o bebê pode manter também a cidadania brasileira.
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