Home
Estilo de Vida
Você guarda seus remédios do jeito certo? O erro comum que pode anular o efeito do tratamento
Estilo de Vida

Você guarda seus remédios do jeito certo? O erro comum que pode anular o efeito do tratamento

publisherLogo
Anamaria
25/10/2025 13h30
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/51003/original/Ana_Maria.png?1764195956
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

Organizar os remédios em potinhos, deixar alguns comprimidos separados na bolsa ou usar caixinhas semanais pode parecer prático, mas pode ser perigoso. Isso porque a embalagem faz parte da proteção do medicamento e é essencial para que o princípio ativo mantenha suas propriedades até o momento do consumo.

“O blister é a primeira barreira contra umidade, oxigênio e luz, fatores que afetam diretamente a eficácia do tratamento”, explica Giovanni Cameran, gerente técnico de embalagens farmacêuticas da ACG. Ele alerta que, ao retirar o comprimido da cartela antes da hora, o paciente pode estar comprometendo a ação do remédio sem perceber.

O que acontece quando o remédio é tirado da embalagem

Calor, luz e umidade são inimigos silenciosos dos medicamentos. Quando entram em contato com as substâncias ativas, podem provocar reações químicas que alteram a composição e reduzem o efeito terapêutico. É por isso que cada embalagem é desenvolvida com materiais específicos, levando em conta a sensibilidade da fórmula.

“Os blisters são projetados para isolar cada comprimido do ambiente externo, preservando sua integridade e facilitando o controle das doses. Quando a proteção é violada, o medicamento pode perder a eficácia antes mesmo da data de validade”, reforça Giovanni.

Entre os principais riscos de tirar o medicamento da embalagem original estão:

  • Redução ou perda do efeito terapêutico;

  • Alteração de cor, sabor ou consistência;

  • Oxidação e degradação da fórmula;

  • Dificuldade para verificar a validade;

  • Possível ingestão incorreta da dose.

Por que nem toda cartela é igual

Nem todos os medicamentos exigem o mesmo tipo de proteção, por isso, as cartelas variam conforme o material. As mais simples são feitas de PVC (policloreto de vinila), usadas em remédios estáveis, como analgésicos. Já aquelas com barreiras reforçadas (PVDC) oferecem resistência extra à umidade e ao oxigênio.

Os medicamentos mais sensíveis, como antibióticos ou biotecnológicos, são embalados em cartelas de alumínio, que bloqueiam totalmente a luz e os gases. “Cada estrutura é pensada para garantir que o produto chegue ao paciente com a mesma qualidade de quando foi fabricado”, explica Giovanni.

Para aprimorar o uso consciente e a escolha adequada das embalagens, a ACG desenvolveu o “Packing School”, programa de capacitação voltado a profissionais da indústria farmacêutica. A iniciativa ensina sobre as camadas de proteção e reforça a importância da embalagem como parte integrante da eficácia do medicamento.

O que pode e o que não pode fazer com medicamentos

Mesmo com a tecnologia empregada na fabricação das embalagens, o armazenamento incorreto pelo usuário pode comprometer o tratamento. Confira as orientações do especialista:

Cuidados com o armazenamento de medicamentos. Foto: FreePik
Cuidados com o armazenamento de medicamentos. Foto: FreePik

O que você pode fazer

  • Cortar a cartela, desde que cada comprimido permaneça lacrado;

  • Guardar os remédios em locais secos, ventilados e longe da luz;

  • Retirar apenas o comprimido que será consumido;

  • Armazenar o blister fora da caixa externa, desde que esteja intacto;

  • Separar doses diárias apenas se cada comprimido estiver protegido individualmente.

O que você não deve fazer

  • Deixar comprimidos soltos em potes, saquinhos ou organizadores;

  • Transferir o medicamento para outro frasco;

  • Armazenar o remédio no carro, banheiro ou perto de janelas;

  • Rasgar, perfurar ou amassar a cartela antes do uso;

  • Usar o medicamento sem checar o prazo de validade.

“Por trás de cada cartela existe engenharia, pesquisa e tecnologia voltadas à proteção da saúde. Cuidar da embalagem é cuidar da eficácia do tratamento”, conclui Giovanni.

Resumo: 

A embalagem do medicamento é uma extensão da fórmula, protege contra luz, calor e umidade, garantindo que o princípio ativo permaneça estável até o consumo. Segundo o especialista Giovanni Cameran, da ACG, retirar o comprimido da cartela antes da hora pode reduzir sua eficácia e alterar sua composição.

Leia também:

Reajuste anual de medicamentos: como economizar?

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também