1º de abril além da brincadeira: o convite para identificar as histórias falsas que você sustenta internamente
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No Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, a reflexão costuma girar em torno de pequenas invenções e pegadinhas do cotidiano. No entanto, para além das brincadeiras lúdicas, existe um tipo de mentira muito mais comum e perigoso, por ser invisível: aquelas que as mulheres contam para si mesmas para justificar padrões que as paralisam. Frases como “não sou suficiente”, “não é o momento certo” ou “eu preciso dar conta de tudo sozinha” fazem parte de um repertório interno que, segundo a especialista em autoconhecimento e autoamor, Renata Fornari, impede muitas mulheres de se tornarem verdadeiras donas de si.
Ela denomina esses mecanismos como “armaduras emocionais”, estruturas que levam à autossabotagem e à procrastinação, dificultando escolhas alinhadas com o desejo real da pessoa.
De acordo com a especialista, muitas mulheres adiam decisões importantes sob o pretexto de que “não é a hora”, enquanto outras se anulam para evitar desagradar terceiros. O primeiro passo para romper esse ciclo é desenvolver a consciência sobre esses pensamentos automáticos e questionar sua veracidade. “Nem tudo que você pensa é verdade. Muitas dessas crenças são antigas, foram criadas em momentos de dor e continuam sendo repetidas como se fossem fatos”, pontua Fornari, reforçando que a mudança exige um processo profundo de honestidade interna, e não apenas um pensamento positivo superficial.
1º de abril: um convite à reflexão
O Dia da Mentira – celebrado em 1º de abril, surge, portanto, como um convite simbólico para um olhar introspectivo. Em vez de focar apenas nas mentiras externas, a proposta é refletir sobre quais narrativas falsas ainda são sustentadas internamente. Para auxiliar nessa transformação, a especialista sugere um exercício de pausa. Primeiro, deve-se identificar momentos de insegurança. Em seguida, perguntar-se qual mentira está sendo contada naquela situação — seja um “não sou capaz” ou um “não mereço”.
Assim, ao despertar o autoamor, as armaduras emocionais começam a desmoronar, pois elas só existem onde há o abandono de si mesma. Para a especialista, a escolha é clara e transformadora para o futuro de qualquer mulher.
“Toda vez que você escolhe se amar em vez de se proteger, você está escolhendo ser dona de si”, finaliza a especialista, propondo que o 1º de abril seja o marco inicial para reconhecer e transformar as verdades que silenciosamente moldam a forma como cada pessoa se enxerga e se posiciona no mundo.
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* Texto com informações de Assessoria
