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A paz que precede o adeus: como o cristal Vogel preparou meu coração para uma despedida inesperada
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A paz que precede o adeus: como o cristal Vogel preparou meu coração para uma despedida inesperada

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Bons Fluidos
17/04/2026 14h22
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A sessão para a terapia com cristal Vogel estava marcada para a hora do almoço. Era o epicentro de uma quinta-feira implacável, fragmentada entre reuniões, gravações e aquela urgência constante que o jornalismo nos impõe. O estresse não era apenas um estado mental, era um peso físico. Foi sob esse ruído interno que segui a recomendação da minha amiga e professora de Yoga, Aninha Mendes. Cruzar a porta do número 176 da Rua Benedito Lapin, no Itaim Bibi, foi como atravessar um portal silencioso.

Ao entrar na sala do Studio Aura, o impacto foi imediato. A penumbra, rompida apenas pelas luzes coloridas dos cristais, ofereceu o primeiro “respiro” genuíno que meus canais energéticos recebiam em semanas. Ali, a frequência do mundo externo perdeu o sinal. Era hora de pausar, embora eu ainda não soubesse o quão profunda seria essa pausa.

Cristal Vogel: a jornada interna e a conexão sutil

A experiência começou com o foco no chakra coronário. Sentada, sob o alinhamento de cristais que pulsavam as cores do arco-íris acima da minha cabeça, fechei os olhos. A música e a respiração me conduziram a um estado meditativo tão profundo que o tempo pareceu se dilatar. Depois, já na maca, envolta por luzes que vibravam do vermelho ao roxo, senti como se cada ponto de energia do meu corpo estivesse sendo religado.

Ao final, Marcelo me deixou um alerta que, na hora, soou apenas curioso: “Pode ser que você tenha sonhos diferentes, inusitados”. Ao ganhar a rua, a sensação era de estar imersa em um mundo paralelo. O trânsito caótico de São Paulo e as buzinas estridentes pareciam abafados por uma redoma de serenidade. Meus pensamentos estavam organizados, limpos de qualquer ansiedade.

O despertar e o destino final

O sentido, porém, chegou de forma avassaladora no domingo. Eu me vi descendo de um táxi exatamente naquele mesmo endereço do sonho, em Pernambuco. Não era uma visita comum, mas o adeus final no velório da minha mãe. Foi ali, diante da casa que me viu crescer, que o ciclo se fechou. Entendi que a sessão de quinta-feira não havia sido apenas um alívio para o estresse do trabalho. Foi uma preparação silenciosa da espiritualidade, limpando meus canais e alinhando minha alma para que eu pudesse atravessar o luto com a força e a leveza necessárias. O cristal não apenas mudou minha frequência; ele me conectou ao que realmente importava antes que o mundo mudasse para sempre.

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