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Além da academia: confira formas de incluir movimento na rotina
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Além da academia: confira formas de incluir movimento na rotina

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Bons Fluidos
06/04/2026 18h00
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Você não precisa de uma rotina intensa de treinos e movimento para começar a cuidar da saúde. Pelo menos é o que indica uma pesquisa recente com trabalhadores de escritório, que analisou o impacto de mudanças simples no dia a dia – como levantar mais vezes e reduzir o tempo sentado.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade do Witwatersrand, na África do Sul, acompanhou 62 participantes e avaliou intervenções que incentivavam o movimento ao longo do expediente. Entre elas, o uso de mesas ajustáveis, que permitem alternar entre trabalhar sentado e em pé.

Os resultados mostraram que essa mudança, apesar de simples, já foi suficiente para reduzir o tempo prolongado de inatividade e promover melhorias em indicadores de saúde, como o índice de massa corporal (IMC) e a pressão arterial.

Em outro levantamento, com 43 trabalhadores, os pesquisadores também observaram reduções na circunferência da cintura, nos níveis de glicose e na pressão arterial, além de melhora na aptidão física – reforçando que até intervenções modestas podem gerar impacto positivo.

O problema não é só não se exercitar – é ficar parado o dia inteiro

Os dados ajudam a chamar atenção para um ponto importante: o sedentarismo não está apenas na ausência de atividade física, mas também no excesso de tempo em repouso.

Mesmo quem pratica exercícios algumas vezes por semana pode passar horas seguidas sentado, com poucos momentos de movimento ao longo do dia. Esse padrão, cada vez mais comum, é conhecido como “sedentarismo invisível”.

E ele tem relação direta com o aumento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e hipertensão – especialmente em um cenário em que grande parte da população não consegue atingir os 150 a 300 minutos semanais de atividade física recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

Nem tudo precisa ser intenso para funcionar

Um dos principais achados da pesquisa é que a lógica do “tudo ou nada” pode estar equivocada. A ideia de que só treinos estruturados – como academia, corrida ou ciclismo – trazem benefícios ainda é muito forte. No entanto, evidências mostram que movimentos curtos e de baixa intensidade também contam.

Períodos de atividade com menos de cinco minutos, por exemplo, já podem gerar efeitos positivos na saúde física e mental. Isso inclui ações simples, que muitas vezes passam despercebidas.

O movimento está na rotina, não só no treino

Tarefas do dia a dia, como limpar a casa, cuidar do jardim ou caminhar até um compromisso, envolvem esforço físico e ativam diferentes grupos musculares.

O chamado deslocamento ativo, como ir a pé ou de bicicleta, também está associado à diversos benefícios. Dentre eles, redução da gordura corporal, melhora da pressão arterial e benefícios para o bem-estar emocional.

Até pequenas escolhas, como usar escadas ou descer um ponto antes do destino, se acumulam ao longo do tempo e contribuem para um estilo de vida mais ativo.

Pequenas pausas, grandes efeitos

Outro conceito importante destacado pelos pesquisadores é o de “movimentos incidentais”: pequenas ações distribuídas ao longo do dia. Levantar para beber água, alongar o corpo entre tarefas, fazer reuniões em pé ou caminhar durante uma ligação são exemplos de micro-movimentos que ajudam a interromper longos períodos de inatividade. Em ambientes de trabalho, essas pausas podem ser decisivas para reduzir os impactos do tempo excessivo sentado.

Repensar o movimento é repensar a saúde

Mais do que propor uma nova rotina, os resultados convidam a uma mudança de mentalidade. A atividade física não precisa estar restrita a horários específicos ou a ambientes como a academia. Ela pode (e talvez deva) estar integrada ao cotidiano, de forma mais natural e acessível.

Talvez o maior aprendizado seja este: não é preciso fazer muito para começar, mas é importante fazer sempre. Ao abandonar a ideia de que só exercícios intensos “contam”, o movimento se torna mais possível, mais leve e mais sustentável. No fim, cuidar do corpo pode estar menos ligado à intensidade e mais à frequência com que você se permite sair da inércia.

Leia também: Artrose de joelho deve impedir prática de atividade física? Entenda!”

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