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Alopecia: não é possível 'acelerar' crescimento capilar, mas dá para tratar a queda; entenda
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Alopecia: não é possível 'acelerar' crescimento capilar, mas dá para tratar a queda; entenda

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Bons Fluidos
05/03/2026 14h00
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Promessas de crescimento acelerado dos cabelos são comuns em propagandas de cosméticos. Shampoos, tônicos e suplementos frequentemente aparecem como soluções milagrosas para quem tem alopecia ou deseja fios mais longos em pouco tempo. Mas será que isso realmente é possível? De acordo com especialistas, a resposta é mais complexa do que o marketing costuma sugerir.

Crescimento do cabelo tem ritmo natural

A velocidade com que os fios crescem é determinada principalmente pela genética e pelo ciclo natural do folículo capilar. Por isso, não existe produto capaz de alterar radicalmente esse processo.

Segundo a médica Dra. Lilian Brasileiro, o crescimento segue um ritmo relativamente estável. “De maneira geral, o cabelo cresce cerca de 1 cm ao mês. E, apesar de todo o apelo da indústria cosmética, não existem vitaminas, shampoos ou soluções que modifiquem a velocidade do crescimento do cabelo e que façam os fios atingirem longos comprimentos subitamente”, afirma.

Esse processo está ligado à chamada fase anágena, etapa do ciclo capilar em que o fio está em crescimento ativo. “A fase de crescimento dos fios varia entre dois e sete anos, dependendo da genética do paciente, motivo pelo qual algumas pessoas conquistam cabelos extremamente longos enquanto outras possuem madeixas que não passam dos ombros”, explica a especialista.

Quando o cabelo cresce menos do que antes

Embora o crescimento seja determinado biologicamente, algumas condições de saúde podem interferir nesse processo. Problemas hormonais, deficiências nutricionais ou quadros de alopecia, por exemplo, podem reduzir o tempo da fase de crescimento, fazendo com que os fios fiquem mais finos, frágeis ou apresentem falhas.

Nesses casos, procurar um especialista é fundamental. “Se você percebeu uma diminuição na velocidade de crescimento dos cabelos que antes cresciam normalmente ou então notou os fios se tornando mais finos e ralos, com surgimento de falhas, provavelmente está ocorrendo algum problema, como a calvície. Nesse momento, sim, existem tratamentos eficazes para regularizar a velocidade de crescimento dos fios e fazer com que os cabelos voltem a se desenvolver de maneira adequada. Esses tratamentos serão escolhidos de acordo com cada caso após avaliação e diagnóstico correto”, explica a Dra. Lilian.

Diagnóstico correto faz toda a diferença

Antes de iniciar qualquer tratamento, o ideal é investigar a causa da queda ou do afinamento dos fios. Um dos exames mais utilizados nesse processo é a tricoscopia, que permite analisar o couro cabeludo em alta definição e identificar alterações nos folículos.

“Um exame fundamental é a tricoscopia, que analisa o couro cabeludo em alta definição e permite identificar a verdadeira causa da queda, que pode ser genética, hormonal e até nutricional, por exemplo. Com base nos achados clínicos, no histórico do paciente e, quando necessário, em exames complementares, é possível definir a melhor estratégia de tratamento. Esse processo evita abordagens genéricas, reduz tentativas aleatórias e aumenta a eficácia dos resultados. Sem diagnóstico médico, qualquer intervenção se torna um palpite e contribui para o desperdício de tempo e dinheiro”, explica o médico Dr. Marcelo Nogueira.

Tratamentos que podem ajudar na saúde capilar

Quando há diagnóstico de queda capilar ou alopecia, existem diferentes abordagens médicas que podem ajudar a preservar e fortalecer os fios. Entre as opções estão medicamentos prescritos por especialistas, como finasterida e dutasterida, além de tratamentos tópicos, como o minoxidil. Procedimentos médicos também podem ser indicados, incluindo microinfusão de medicamentos no couro cabeludo, laserterapia e, em alguns casos, transplante capilar. “O tratamento clínico, com medicamento oral e tópico, é crônico, pois essa é uma doença progressiva e a intenção é manter os fios”, explica a Dra. Lilian.

Novas tecnologias também vêm sendo utilizadas para potencializar os resultados. “Nós podemos também utilizar tecnologias e tratamentos injetáveis, como a tecnologia de eletroporação, que injeta medicamentos diretamente no couro cabelo sem que o paciente sinta qualquer tipo de dor ou desconforto, terapias regenerativas e exossomos”, afirma o Dr. Marcelo Nogueira. Segundo ele, o objetivo é interromper a progressão da queda e fortalecer os fios já existentes. “Já acompanhei inúmeros casos de recuperação de densidade apenas com essas abordagens.”

Técnicas regenerativas ganham espaço

Entre os procedimentos mais modernos está o Regenera AMT, uma técnica minimamente invasiva que utiliza células do próprio paciente para estimular os folículos. “A técnica consiste em extrair células foliculares saudáveis da região da nuca do próprio paciente. Em seguida, elas são colocadas em um equipamento, que entrega células progenitoras. Essas células, que são como operárias e vão se multiplicar para estimular o crescimento capilar, são aplicadas na região em que o paciente precisa que nasça cabelo”, explica a Dra. Lilian.

Outra tecnologia utilizada é o MegaDerme Duo, que utiliza radiofrequência associada a microagulhamento para estimular o bulbo capilar. “O equipamento conta com microagulhas extremamente finas que vão agir no nível do bulbo capilar, emitindo energia de radiofrequência extremamente baixa para estimular sem atrofiar”, explica o dermatologista Dr. Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Além disso, as microagulhas abrem canais que permitem a aplicação de medicamentos de forma muito mais profunda na pele, também estimulando a diferenciação das células, o que ajuda a engrossar o cabelo.”

Quando indica-se transplante capilar

Entre as técnicas mais recentes está o método DVN (Densidade, Volume e Naturalidade). “Esse método combina técnicas avançadas de FUE, um processo rigoroso de seleção de unidades foliculares, planejamento individualizado e execução em ambiente cirúrgico de alto padrão, sempre com foco máximo em segurança, estética e previsibilidade dos resultados”, detalha o especialista.

Mesmo após a cirurgia, o acompanhamento clínico continua sendo essencial. “Vale ressaltar também que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o transplante capilar não substitui o tratamento clínico, que continua sendo essencial mesmo após a cirurgia para estabilizar a progressão da calvície, preservar os fios nativos e manter a longevidade do resultado cirúrgico ao longo do tempo. O objetivo é ter ‘longevidade capilar’”, finaliza o Dr. Marcelo.

Sobre os especialistas

Dra. Lilian Brasileiro (CRM 156908) é médica, graduada pela Universidade do Oeste Paulista (2012). Palestrante em eventos nacionais sobre laser e tecnologias, procedimentos injetáveis e tratamentos capilares.

Dr. Marcelo Nogueira (CRM SP 202888) é médico e pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora, além de fundador do método DVN (Densidade, Volume e Naturalidade) de Transplante Capilar. Também tem pós-graduação latu sensu em Dermatologia, pelo Núcleo de Ensino Superior em Ciências Humanas e da Saúde, e experiência de seis anos na área de transplante capilar.

Dr. Abdo Salomão Jr. é doutor em Dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo). É sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Membro da American Academy of Dermatology (AAD), Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia.

*Fonte: Holding Comunicação

Leia também: “Não queria olhar no espelho”: cantora faz desabafo sobre alopecia e revela impactos na autoestima

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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