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Até 2030, 127 mil pessoas podem morrer da mesma causa que Preta Gil; entenda
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Até 2030, 127 mil pessoas podem morrer da mesma causa que Preta Gil; entenda

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Bons Fluidos
13/05/2026 13h15
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O número de mortes por câncer colorretal no Brasil deve sofrer um aumento drástico e pode quase triplicar até o final desta década. Segundo um estudo publicado na prestigiada revista ‘The Lancet Regional Health – Americas‘, a estimativa é que o câncer de intestino cause cerca de 127 mil óbitos apenas entre 2026 e 2030. O salto é assustador quando comparado ao início dos anos 2000, quando o país registrou 57,6 mil mortes em um período similar.

O peso dos hábitos modernos

Especialistas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que esse avanço está diretamente ligado ao estilo de vida da população. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, o sedentarismo e a ingestão de álcool são os principais vilões. A pesquisadora Marianna Cancela, do INCA, explica que esses riscos começam cada vez mais cedo. “A gente vê não só o aumento dos casos de câncer colorretal, como também o crescimento de casos em pacientes mais jovens”, alerta a especialista.

Diagnóstico tardio é risco para o câncer de intestino

Outro obstáculo grave para a saúde brasileira é o momento da descoberta da doença. Atualmente, cerca de 65% dos casos só são diagnosticados em estágios avançados, o que reduz drasticamente as chances de cura. O câncer de intestino costuma ser silencioso e não manifestar sintomas no início, o que torna os exames preventivos fundamentais para detectar sinais de alerta antes que o quadro se torne crítico.

Impacto econômico e social

Além das vidas perdidas, a doença gera um prejuízo bilionário ao país. Entre 2001 e 2030, a estimativa é que as mortes por este tipo de câncer resultem em uma perda de produtividade equivalente a 22,6 bilhões de dólares internacionais. As mulheres que morrem pela doença perdem, em média, 21 anos de vida, enquanto os homens perdem 18 anos. Esses dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas para o rastreamento e tratamento oncológico.

Desigualdades regionais e prevenção

Embora o Sul e o Sudeste concentrem o maior número absoluto de mortes, as regiões Norte e Nordeste apresentam os maiores crescimentos relativos da doença. Para os pesquisadores, a solução passa pela redução das desigualdades no acesso à saúde e pela promoção de hábitos saudáveis. “O país está perdendo por não conseguir avançar na prevenção”, conclui Cancela, destacando que a alimentação saudável e a atividade física são as melhores armas contra o câncer.

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