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Brasileira é eleita a professora mais influente do mundo: 'Emocionada'
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Brasileira é eleita a professora mais influente do mundo: 'Emocionada'

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Bons Fluidos
05/02/2026 01h00
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Uma sala de aula na periferia de São Paulo acaba de ganhar eco internacional. A educadora Débora Garofalo foi escolhida pela Varkey Foundation como a professora mais influente do mundo. Ela recebeu, em Dubai, o prêmio Global Teacher Influencer of the Year, criado para homenagear docentes que ampliam o impacto da educação para além do espaço escolar.

A premiação, inédita, reconhece professores que inspiram comunidades inteiras – seja por projetos inovadores, seja pela forma como usam sua voz e presença pública para defender o ensino como ferramenta de transformação social.

Ainda impactada com o momento, Débora compartilhou a emoção em entrevista: “Ainda estou bastante emocionada por aqui”, falou. “Receber o prêmio Global Teacher Influencer foi uma emoção impossível de descrever. Me senti profundamente honrada, não só como professora, mas como representante da nossa educação brasileira”.

Um reconhecimento que vem da periferia

Mais do que um título individual, Débora faz questão de lembrar que sua trajetória nasceu dentro da escola pública – e é justamente isso que torna o prêmio tão simbólico. “Esse reconhecimento mostra que o trabalho que nasce da periferia, dentro da escola pública, com criatividade, humanidade e compromisso social, pode ganhar o mundo.”

Para ela, a conquista carrega um significado coletivo: representa estudantes, comunidades e professores que, diariamente, reinventam possibilidades mesmo em cenários de poucos recursos. “Esse prêmio não é só meu. Ele pertence aos meus estudantes, à comunidade onde ele nasceu e a professores e professoras de todo o país.”

Robótica com sucata: quando aprender também é reinventar

O destaque internacional veio a partir de um projeto que une educação, sustentabilidade e tecnologia de forma acessível: aulas de robótica com materiais recicláveis. Com sucata e peças reaproveitadas, crianças e adolescentes aprendem desde cedo sobre motores, circuitos e programação, criando protótipos e desenvolvendo habilidades como criatividade, raciocínio lógico e trabalho em equipe. A proposta mostra que inovação não está apenas em laboratórios sofisticados – muitas vezes, ela nasce da urgência, da imaginação e do desejo de mudar realidades.

Educação como potência de futuro

Quando ensinar ultrapassa os muros da escola

A história de Débora Garofalo reforça algo essencial: professores não formam apenas alunos, formam futuros. E quando uma educadora brasileira, da escola pública, é celebrada como referência mundial, o que se reconhece não é apenas uma carreira brilhante, mas a potência transformadora que existe todos os dias dentro das salas de aula do país.

Leia também: Estudante com paralisia cerebral se forma na faculdade: “Só a educação inclusiva transforma a sociedade”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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