Dia Mundial do Vitiligo: médica alerta para cuidados que protegem a pele
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O Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, é uma data importante para conscientizar a população sobre a doença e, principalmente, reforçar os cuidados necessários para preservar a qualidade de vida de quem convive com a condição.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o vitiligo afeta cerca de 1% da população mundial e aproximadamente 0,5% dos brasileiros. Embora não seja contagiosa, a doença pode provocar impactos que vão além da aparência, influenciando a autoestima, o bem-estar emocional e a rotina dos pacientes.
O que é o vitiligo?
O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. Isso acontece quando os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina — pigmento que dá cor à pele, aos cabelos e aos pelos — são destruídos.
Sem a produção adequada de melanina, surgem manchas brancas em diferentes partes do corpo. Atualmente, o vitiligo é considerado uma condição de característica autoimune, ou seja, ocorre quando o próprio sistema imunológico passa a atacar células saudáveis do organismo. Embora ainda não exista cura definitiva para a enfermidade, alguns cuidados são fundamentais para preservar a saúde da pele e evitar complicações.
1. Proteja-se do sol diariamente
A proteção solar é uma das principais recomendações para quem tem vitiligo. Como as áreas despigmentadas possuem menos melanina, elas ficam mais vulneráveis aos danos causados pelos raios ultravioletas. “Sem a melanina, ficamos de certa forma desprotegidos contra os danos da luz solar. Dessa forma, a pele pode ficar mais sensível, avermelhada e mais predisposta a queimaduras graves”, explicou a dermatologista Carolina Freitas, em seu canal do Youtube.
Além das queimaduras, a exposição excessiva ao sol pode aumentar o risco de envelhecimento precoce da pele e de câncer de pele. A especialista recomenda, portanto, utilizar protetor solar diariamente, procurar sombra sempre que possível e investir em roupas e acessórios de proteção.
“Uma dica bastante plausível é se expor ao sol, evitando os horários entre as 10 e as 16 horas, período em que há maior incidência de raios ultravioletas. Assim, você consegue os benefícios do sol e evita os danos por ele causados”, orientou.
2. Tenha cuidado com ferimentos e traumas
Segundo a dermatologista, pequenos cortes, arranhões, queimaduras e até tatuagens podem favorecer o aparecimento de novas manchas. Isso ocorre devido a um mecanismo conhecido como fenômeno de Koebner.
“Quando acontece um trauma em determinada região da pele sã ou não acometida, nesse mesmo local é desencadeado o surgimento de lesões do mesmo tipo das encontradas em outro local do corpo. No caso do vitiligo, surgem no local lesões esbranquiçadas, muitas vezes lineares, seguindo o trajeto do trauma“, explicou.
Por isso, evitar lesões na pele é uma medida importante para reduzir o surgimento de novas áreas despigmentadas.
3. Mantenha o acompanhamento médico
Além disso, para manter a qualidade de vida, a especialista destaca a importância do acompanhamento contínuo. Esse hábito, conforme apontou ajuda a prevenir o surgimento de outras condições de saúde.
“O vitiligo é uma doença com características autoimunes e isso significa que seu próprio organismo cria anticorpos contra suas células, nesse caso, os melanócitos. Como as enfermidades autoimunes em geral andam juntas, uma vez que você tenha uma, a chance de apresentar uma outra também aumenta”, esclareceu.
Por isso, consultas regulares e exames de acompanhamento ajudam não apenas no controle da doença, mas também na identificação precoce de outras condições que possam surgir.
*Leia também: Entenda o que é o vitiligo e o que causa essa doença