Home
Estilo de Vida
Dia Nacional do Orgulho Gay: entenda processo de reprodução assistida para casais homoafetivos
Estilo de Vida

Dia Nacional do Orgulho Gay: entenda processo de reprodução assistida para casais homoafetivos

publisherLogo
Bons Fluidos
25/03/2026 16h00
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/51005/original/Bons_Fluidos.png?1764195908
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

O Dia Nacional do Orgulho Gay é celebrado no Brasil em 25 de março. A data é focada na luta por direitos, visibilidade e combate à homofobia. Apesar do forte preconceito que ainda existe, grupos minoritários têm conquistado cada vez mais direitos. Hoje, inclusive, a lei garante o direito de casais homoafetivos terem filhos biológicos.

Como funciona a reprodução assistida?

A reprodução assistida de casais homoafetivos é legal no Brasil desde 2015, graças a uma resolução do Conselho Federal de Medicina. “Além disso, devido à burocracia no processo de adoção, a busca desse público por clínicas de reprodução humana tem aumentado muito nos últimos anos”, explica o especialista, Dr. Rodrigo Rosa.

“Os tratamentos de reprodução assistida ajudaram a promover mudanças na cultura. A técnica permitiu que casais do mesmo sexo concebessem e desfrutassem da experiência maravilhosa de criar uma família. Isso mudou a forma como a sociedade encara a maternidade e a paternidade, ampliando as possibilidades de formação de famílias e desafiando as concepções tradicionais de parentalidade”, diz. 

Tabus ainda existem

Apesar de estar se tornando mais comum, a discussão sobre fertilidade em casais homoafetivos masculinos ainda possui muitos tabus e informações incorretas. Segundo o Dr. Rodrigo, a reprodução assistida para casais do sexo masculino tende a ser mais complicada do que para casais do sexo feminino. Isso porque, além da doação do óvulo, que é intermediada por meio de bancos do material que garantem o anonimato dos receptores e doadores, é necessário buscar por uma barriga solidária, ou seja, uma mulher que esteja disposta a gestar o bebê.

“Mas existem regras rígidas no que diz respeito à barriga solidária, sendo que a mulher disposta a ceder o útero para o procedimento deve ter mais de 18 anos e ser parente sanguínea de até quarto grau de um dos parceiros. Outros casos precisam receber autorização do Conselho Federal de Medicina e, caso não haja candidatas para ceder o útero, não é possível realizar o procedimento”, afirma.

Próximos passos do procedimento

Após encontrarem uma barriga solidária e uma doadora de óvulos, cabe ao casal decidir qual dos dois será o doador do esperma para a Fertilização In Vitro. (FIV) “Em seguida, o óvulo é fecundado em laboratório e inserido no interior do útero da mulher disposta a gestar a criança. Após cerca de 15 dias já é possível verificar o sucesso do procedimento”, diz o especialista. Por fim, o Dr. Rodrigo enfatiza que é fundamental que esses casais busquem ajuda de clínicas especializadas no tratamento. Assim, vão receber todo o suporte e orientação necessários para a realização do sonho.

Sobre o especialista

Dr. Rodrigo Rosa é ginecologista obstetra especialista em Reprodução Humana. Também é sócio-fundador e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo, e do Mater Lab, laboratório de Reprodução Humana. Membro da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH). Graduado pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). 

*Fonte: Holding Comunicação

Leia também: Fertilização In Vitro pode evitar transmissão de doenças genéticas”

icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também