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Dietas anti-inflamatórias viralizam no TikTok; entenda o que são
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Dietas anti-inflamatórias viralizam no TikTok; entenda o que são

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Bons Fluidos
29/10/2025 19h19
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Nos últimos meses, as chamadas “dietas anti-inflamatórias” se tornaram uma febre nas redes sociais. Só no TikTok, os vídeos com esse tema já ultrapassaram 20 milhões de visualizações, com criadores de conteúdo prometendo milagres: menos inchaço, perda de peso e até “cura natural” para diversas doenças. Tudo isso sob a condição de eliminar laticínios, glúten e açúcar.

Mas, embora a ideia de comer para reduzir a inflamação tenha fundamento científico, o que circula na internet costuma ser uma versão distorcida e, muitas vezes, exageradamente restritiva.

O que é, afinal, inflamação?

A inflamação é um processo natural e essencial do corpo. Ela é a forma como o sistema imunológico responde a lesões, infecções ou agentes irritantes, enviando células de defesa para reparar os tecidos. Existem dois tipos principais: a inflamação aguda (de curto prazo e benéfica, como a vermelhidão de um corte cicatrizando) e a crônica (de longo prazo e silenciosa, associada a doenças como diabetes tipo 2, câncer, artrite e problemas cardíacos).

O que preocupa os especialistas é justamente essa inflamação crônica de baixo grau, que pode ser intensificada por fatores como estresse, sedentarismo, tabagismo, má qualidade do sono e, claro, alimentação desequilibrada.

O papel da alimentação na inflamação

De acordo com especialistas da University of Queensland e da Southern Cross University, uma dieta rica em alimentos ultraprocessados, carnes processadas, doces e refrigerantes aumenta os níveis inflamatórios no organismo. Por outro lado, padrões alimentares equilibrados e ricos em comida de verdade têm o efeito oposto.

A chamada dieta mediterrânea é o exemplo mais estudado: baseada em frutas, verduras, grãos integrais, azeite de oliva, oleaginosas, leguminosas e peixes, com consumo moderado de aves e laticínios e pouca carne vermelha ou açúcar. Pesquisas mostram que esse padrão está associado a menores níveis de inflamação e melhor saúde cardiovascular.

Onde o TikTok acerta – e onde exagera

Alguns conselhos populares nas redes até fazem sentido. Há evidências de que probióticos, encontrados em iogurte, kefir e alguns queijos fermentados, ajudam a reduzir certos marcadores inflamatórios no sangue. Estudos clínicos também indicam que esses microrganismos podem equilibrar a flora intestinal, o que colabora para o bom funcionamento do sistema imunológico.

Mas os erros são ainda mais comuns. As famosas listas de “proibições” – eliminar glúten, laticínios ou açúcar – não têm respaldo científico para a maioria das pessoas. Além disso, pesquisas recentes mostram que laticínios fermentados podem ter efeito anti-inflamatório. E grãos integrais – muitas vezes demonizados injustamente – melhoram o equilíbrio intestinal e reduzem riscos de doenças crônicas.

O que realmente funciona

Para quem é saudável, não há motivo para cortar grupos inteiros de alimentos. A melhor estratégia é seguir um padrão alimentar variado, colorido e natural:

  • Priorize vegetais, frutas, legumes, leguminosas e grãos integrais;
  • Inclua gorduras boas, como azeite e castanhas;
  • Evite ultraprocessados, frituras e bebidas açucaradas.

Esse equilíbrio (e não a eliminação total de certos alimentos) é o que realmente ajuda a reduzir a inflamação crônica e fortalecer o corpo a longo prazo.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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