Dorme coberto até no calorão? A psicologia explica o motivo secreto desse hábito
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O poder dessa sensação teve comprovação em um estudo do Departamento de Anestesiologia da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. A pesquisa ressalta que a pressão generalizada no corpo reduz dores crônicas, sendo percebida pelo cérebro como algo altamente agradável e calmante. Outro estudo das universidades de Flinders e de Adelaide, na Austrália, revelou que o uso de cobertores pesados ajuda adultos a lidarem melhor com problemas de saúde mental, como os sintomas de ansiedade e depressão.
O gatilho de proteção que nasceu na sua infância
Esse costume noturno vai além da biologia e envolve fortes laços psicológicos que carregamos desde os primeiros anos de vida. Muitas vezes, esse comportamento surge na infância e se mantém ao longo de toda a vida adulta como uma rotina reconfortante e de apego emocional. Estar sob os lençóis traz uma sensação imediata de segurança, agindo como um bloqueio físico contra medos relacionados ao escuro, luzes incômodas, barulhos externos e até mesmo picadas de insetos.
Quando o edredom pode se tornar um perigo para a saúde
Apesar dos benefícios para os adultos, o efeito não é garantia para as crianças, que apresentaram resultados mistos nos testes dos cientistas. Também não existem evidências científicas de que o cobertor traga melhoras diretas em condições como o autismo ou o TDAH, embora muitas pessoas com esses diagnósticos prefiram dormir cobertas para se sentirem acolhidas. O alerta principal dos especialistas vai para o público vulnerável, já que bebês, idosos e pessoas com dificuldades cognitivas podem ter seus movimentos perigosamente restritos pelo peso do tecido.
O uso também é contraindicado para quem sofre com problemas circulatórios ou respiratórios graves, como a apneia obstrutiva do sono. Para quem está liberado, o acessório segue em alta em terapias ocupacionais por sua eficácia contra o estresse moderno. A pesquisadora Suzanne Dawson, autora principal do estudo australiano, lembra que o mercado oferece vários modelos, mas reforça que a ciência ainda busca respostas exatas. “Os cobertores existem em vários modelos, mas até agora não há recomendações padrão, incluindo o tipo, peso, frequência de uso ou duração. A adoção deve ser explorada com mais detalhes na prática”, concluiu.
