Fenômeno raro: leões abandonam dunas e aprendem a viver na praia
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A dieta da sobrevivência
Atualmente existem apenas 12 leões vivendo ao longo da Costa dos Esqueletos. Esse pequeno grupo faz parte de uma população total de cerca de 80 animais na região. Eles migraram para o litoral em 2017 por causa da escassez de alimento no deserto árido. A adaptação foi rápida e eficiente para garantir a continuidade da espécie. “A foto mostra como esses animais são resilientes”, afirmou Van Malderen. Segundo ela, os animais mudaram de habitat e de hábitos alimentares para não morrerem de fome. A vida desses felinos é descrita como uma luta constante pela sobrevivência em um ambiente hostil.
O especialista Philip Stander acompanha esses felinos desde 1980 e fundou o Fundo de Conservação do Leão do Deserto. Ele explicou ao veículo que Gamma pertence à primeira geração de leões criada totalmente nesse novo ambiente costeiro. Stander afirmou que a foto é “muito significativa” por registrar o início da vida independente da leoa na praia. No passado, esses animais já habitaram o litoral, mas foram expulsos por secas e conflitos com humanos. Agora, após três décadas, eles finalmente encontraram o caminho de volta para casa. “Os leões do deserto são incrivelmente únicos”, destacou o pesquisador sobre a força física desses animais.
Diferente dos leões da savana, esses felinos são considerados atletas de elite com territórios imensos. Eles conseguem sobreviver até mesmo sem beber água doce por longos períodos. “Eles conseguem a maior parte da sua hidratação da carne que comem”, explicou Stander. A dieta mudou tanto que agora 86% do que consomem vem do mar, incluindo aves e mamíferos marinhos. Por causa desse novo comportamento, os pesquisadores já os apelidaram carinhosamente de leões marítimos. É a única população do mundo conhecida por dominar o ecossistema do oceano desta maneira.
O retorno dos leões marítimos
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