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Fertilização In Vitro pode ser usada para evitar a transmissão de doenças genéticas
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Fertilização In Vitro pode ser usada para evitar a transmissão de doenças genéticas

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Bons Fluidos
04/02/2026 23h15
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Com 45 anos desde o primeiro nascimento do primeiro ser humano pela fertilização in vitro (FIV), o procedimento evoluiu e também assumiu outra utilização notável: tornou-se parte de um procedimento para ajudar as famílias a evitar a transmissão de doenças genéticas graves aos seus filhos.

“Com o avanço do estudo da genética, alguns pais já sabem que são portadores de mutações genéticas para distrofia muscular, fibrose cística, anemia falciforme, câncer de mama, doença de Huntington, Alzheimer e outras doenças hereditárias. Eles podem se submeter à fertilização in vitro, onde coletam os óvulos da mãe e combinam com espermatozoides. É casado a outro procedimento, chamado teste genético pré-implantacional (PGT), no qual os embriões são examinados quanto à mutação específica e apenas embriões livres de doenças são implantados na mãe”, explica Dr. Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana.

Testes genéticos e controvérsias

Vale lembrar que, com o teste genético, não se permite escolher o sexo, a cor dos olhos e do cabelo do bebê. “O sexo do bebê seria possível de ser escolhido porque o teste genético consegue detectar qual é o cromossomo sexual que o embrião possui, X ou Y. No entanto, eticamente não permite-se pelo Conselho Federal de Medicina que ocorra a escolha do sexo do embrião, a não ser em casos em que existam doenças ligadas ao sexo, como a hemofilia, por exemplo. Nesses casos pode ser escolhido o embrião com o sexo que não é portador do gene para evitar a transmissão da doença”, explica o especialista.

Como tratam o caso no Brasil?

No Brasil, a biópsia embrionária para o teste ocorre em quase 50% dos casos de fertilização in vitro. Os testes possuem uma margem de acerto muito alta, mais de 99%. “Quando é detectada uma alteração, realmente ela existe e o embrião tem mesmo aquele defeito no cromossomo ou no gene”.

Segundo o médico, o procedimento é transformador para muitas pessoas com antecedentes familiares de doenças debilitantes. “Como os testes acontecem antes de qualquer embrião ser implantado, a tecnologia para muitas pessoas é menos complicada do que descobrir que um embrião que cresce no útero da mãe carrega uma mutação genética”, diz o Dr. “As pessoas vêm até nós para ter filhos saudáveis”, reforça. 

As técnicas não utilizam-se apenas para identificar condições de início na infância, mas também doenças que podem levar décadas para que os primeiros sinais clínicos se desenvolvam. Embora ninguém saiba se até lá poderá haver tratamentos médicos para prevenir ou retardar o curso dessas doenças que aparecem na idade adulta, os pais preferem evitar.

As etapas da fertilização in vitro e PGT

Na fertilização in vitro, tratamentos hormonais amadurecem os óvulos da mulher e liberam pelos ovários. “Eles são coletados e fertilizados em laboratório com o esperma do marido (ou do doador). Ovos de doadores também podem ser usados”, diz o Dr. Rodrigo.

Os óvulos fertilizados podem então crescer até formar um embrião de cinco dias (blastocisto). “Nesse ponto, são feitos testes genéticos para identificar quaisquer problemas cromossômicos ou mutações genéticas específicas. Apenas um embrião livre da doença/mutação conhecida é selecionado para implantação no útero da mulher e, esperançosamente, ele crescerá e se tornará um bebê”, finaliza o Dr. Rodrigo Rosa.

Sobre o especialista

Dr. Rodrigo Rosa é ginecologista obstetra, especialista em Reprodução Humana. É sócio-fundador e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo, e do Mater Lab, laboratório de Reprodução Humana. Membro da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH). Graduado pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). 

*Fonte: Holding Comunicação

Leia também: Gravidez de Lauana Prado: como mulheres realizam a maternidade independente por FIV no Brasil”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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