Máscaras de LED são tendência na rotina de skincare; confira seus benefícios
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As máscaras de LED, especialmente as de luz vermelha, conquistaram espaço nas rotinas de skincare e viralizaram nas redes sociais com a promessa de uma pele mais firme, iluminada e uniforme – tudo isso sem dor e sem precisar sair de casa. Mas será que esse sucesso todo tem fundamento científico ou é só mais um hype da beleza?
A resposta está no meio do caminho: a tecnologia tem base biológica real, mas exige expectativas realistas.
O que está por trás da luz vermelha?
Na prática, a chamada fototerapia com LED é um método não invasivo que utiliza diferentes comprimentos de onda de luz para estimular processos naturais da pele. No caso da luz vermelha (uma das mais populares), o objetivo principal é ativar a produção de colágeno e melhorar a regeneração celular.
“A luz vermelha é um comprimento de onda específico, geralmente entre 620 e 660 nm, que atua como um biomodulador: não esfolia, não aquece e não danifica; simplesmente emite energia luminosa que as células utilizam para funcionar com mais eficiência”, explica Marianela Giugni, dermatocosmetóloga, em entrevista ao O Globo.
Esse estímulo pode resultar em uma pele com aparência mais firme, viçosa e com linhas finas suavizadas. Além disso, a tecnologia também é associada à redução de inflamações e à melhora da textura cutânea.
Não é milagre – e nem substitui tratamentos
Apesar dos benefícios, é importante entender que as máscaras de LED não fazem transformações radicais. “Ela não pode substituir lasers, radiofrequência ou injetáveis; não pode eliminar rugas profundas; não pode apagar manchas persistentes; não pode tratar patologias; não produz mudanças drásticas em apenas algumas sessões e, definitivamente, não faz você parecer anos mais jovem”, diz. Ou seja: funciona, mas como complemento – não como solução única.
E as outras cores de luz?
Nem só de vermelho vive a fototerapia. Cada cor tem uma função específica na pele:
- Luz azul: atua no controle da acne, reduzindo bactérias e oleosidade;
- Luz verde: ajuda a uniformizar o tom e suavizar manchas;
- Luz amarela: tem efeito calmante e reduz vermelhidão;
- Luz infravermelha: penetra mais profundamente, auxiliando na cicatrização e na circulação.
Uso em casa: funciona mesmo?
As versões caseiras tornaram o tratamento mais acessível, mas há uma diferença importante em relação aos aparelhos usados em consultório: a potência. Segundo especialistas, dispositivos domésticos costumam ter intensidade mais baixa, o que significa resultados mais sutis e progressivos.
Ainda assim, podem ser úteis quando incorporados a uma rotina consistente de cuidados com a pele. Mas vale ressaltar que o tratamento tem potencial, mas ainda faltam evidências robustas, com ensaios clínicos bem controlados, para confirmar o benefício dessa terapia.
Mesmo sendo considerada uma tecnologia segura, alguns cuidados são essenciais: verificar se o aparelho é aprovado pela Anvisa; respeitar o tempo e a frequência indicados; usar proteção ocular durante a aplicação; evitar o uso em peles sensibilizadas ou sob certos tratamentos; consultar um dermatologista antes de começar.
Vale a pena investir?
As máscaras de LED podem, sim, trazer benefícios – principalmente quando usadas com consistência e associadas a uma rotina básica de skincare, que inclua limpeza, hidratação e proteção solar. O segredo é encarar a tecnologia como uma aliada, não como solução milagrosa.
“Embora não substitua outros procedimentos, ela complementa e potencializa as rotinas de cuidados com a pele, deixando-a com uma aparência mais luminosa, uniforme e revitalizada. Quando usada corretamente, seja em uma clínica ou em casa, é uma aliada moderna e acessível nos cuidados faciais. O segredo é entendê-la como um tratamento otimizador, e não transformador”, conclui Giugni.
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