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Ministério do Turismo lança guia para mulheres que vão viajar sozinhas pelo Brasil
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Ministério do Turismo lança guia para mulheres que vão viajar sozinhas pelo Brasil

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07/05/2026 16h15
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Viajar sozinha ainda é um desejo acompanhado de receios para muitas mulheres brasileiras. Medo de assédio, insegurança em hospedagens e preocupação com deslocamentos fazem parte da realidade de quem sonha em explorar novos destinos sem companhia. Agora, uma nova iniciativa do Ministério do Turismo busca mudar esse cenário e tornar as viagens solo femininas mais seguras no Brasil.

O órgão lançou o “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas”, uma publicação criada para orientar não apenas turistas, mas também hotéis, bares, restaurantes e serviços turísticos sobre práticas de acolhimento e proteção às viajantes. A proposta parte de uma ideia importante: segurança não deve ser responsabilidade exclusiva da mulher.

Medo ainda faz muitas mulheres desistirem de viajar

A iniciativa chega em um momento em que o turismo feminino independente cresce no mundo inteiro. Dados da Organização Mundial do Turismo mostram que, após a pandemia, aumentou o número de mulheres viajando sozinhas em busca de autonomia, experiências pessoais e liberdade. Mesmo assim, o medo ainda é um dos principais obstáculos.

Um levantamento citado pelo Ministério do Turismo aponta que 60% das brasileiras já desistiram de fazer uma viagem por insegurança. Ao mesmo tempo, cerca de 70% afirmam que a experiência vale muito a pena quando conseguem realizá-la. Ou seja: o desejo de viajar existe, mas muitas vezes esbarra na falta de suporte e sensação de proteção.

O que muda com o novo guia?

Diferente de materiais focados apenas em dicas individuais, o guia propõe mudanças práticas também no funcionamento dos serviços turísticos. Hotéis, por exemplo, são orientados a oferecer quartos mais próximos de elevadores e áreas de maior circulação. A ideia é evitar espaços muito isolados e facilitar o acesso rápido em situações de emergência.

Além disso, profissionais de atendimento devem estar preparados para acolher possíveis situações de vulnerabilidade ou risco. Na prática, isso transforma a segurança em parte da experiência turística – e não apenas em uma preocupação individual da viajante.

Turismo mais seguro também movimenta a economia

Segundo os dados apresentados, 41,8% das brasileiras já fizeram ao menos uma viagem sozinhas, e muitas repetem a experiência com frequência. Hoje, cerca de 35,9% das mulheres que viajam desacompanhadas escolhem destinos dentro do próprio Brasil. Com mais estrutura e sensação de segurança, a expectativa é que esse número cresça ainda mais.

Além de incentivar a autonomia feminina, isso também fortalece o turismo nacional e movimenta economias locais em diferentes regiões do país.

Informação também é ferramenta de proteção

O guia desenvolveu-se a partir de relatos e experiências de mais de 2.700 mulheres ouvidas em 2025. A publicação reúne orientações sobre planejamento, escolha de hospedagem, análise de ambientes e cuidados importantes durante a viagem.

Em tempos em que muitas decisões são tomadas pela internet, ter acesso a informações claras e confiáveis pode ajudar a diminuir inseguranças e tornar a experiência mais tranquila. A ideia é que a mulher não precise abrir mão da própria liberdade por medo.

Segurança deixa de ser “extra” e vira prioridade

Outro ponto importante é que a iniciativa faz parte do Pacto Nacional contra o Feminicídio, ampliando o debate sobre proteção feminina para além dos espaços domésticos e urbanos. Isso significa reconhecer que o direito de circular, conhecer novos lugares e viajar sozinha também está diretamente ligado à segurança e à autonomia das mulheres.

A partir dessa mudança, o setor turístico começa a ser pressionado a enxergar acolhimento e proteção não como um diferencial, mas como parte essencial do serviço oferecido. Mais do que incentivar viagens, o novo guia sinaliza uma transformação cultural: mulheres não querem apenas viajar sozinhas – querem poder fazer isso com liberdade, tranquilidade e suporte real.

Leia também:Na Islândia, desigualdade salarial entre gêneros é proibida por lei”

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