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Mulheres 40+ buscam raves para melhorar a saúde mental, diz estudo
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Mulheres 40+ buscam raves para melhorar a saúde mental, diz estudo

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Bons Fluidos
08/04/2026 12h30
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Se no passado os festivais de música eletrônica eram vistos como espaços onde apenas para jovens conseguiam se entreter por poucas horas, hoje o pensamento é outro! Segundo um estudo da Universidade de Leeds, mulheres com mais de 40 anos tem buscado as famosas raves para melhorar a saúde mental e física, mostrando que a diversão não tem idade e apresenta benefícios a longo prazo.

“A pesquisa destaca a importância da música eletrônica para um grupo que geralmente não é considerado o público-alvo da música eletrônica”, ressaltam os especialistas.

Benefícios das raves

O levantamento, publicado na revista Psychology of Music, coletou informações de 136 mulheres entre 40 e 65 anos. Todas costumam frequentar eventos musicais e clubes noturnos. Dessa forma, descobriu que, ao ouvirem seus DJs favoritos, elas garantem um tipo diferente de sessão terapêutica, da qual saem com níveis de estresse significativamente menores.

De acordo com as voluntárias, isso ocorre pois as raves afastam as emoções negativas do dia a dia e proporcionam alívio emocional. Cerca de 62,9% das entrevistadas consideram os eventos uma fuga da vida cotidiana. Além disso, 65,9% os classificam como uma experiência “espiritual”. Outras 58,3% afirmam ter o hábito de imaginar uma versão diferente de si mesmas durante a festa. Já 90% das participantes se sentiram em casa em meio à música eletrônica.

O estudo ainda apontou que o gosto pelas canções beneficia a saúde física além do emocional. Incluir as faixas na rotina motivou as mulheres a persistirem no cronograma de treinos. Ademais, conforme mostra a análise, os efeitos positivos continuaram mesmo após o fim dos festivais.

“Quando vou a eventos, vejo isso como um recomeço. Posso me sentir meio indisposta por um dia depois, mas a dança, a música e a comunidade me ajudam a enfrentar os desafios que a vida traz”, disse uma entrevistada de 46 anos.

*Leia também: Afinal, o que realmente muda no corpo após os 30 anos?

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