Novo anticoncepcional promete menos efeitos colaterais; conheça
Bons Fluidos

Um novo anticoncepcional, produzido com hormônio natural, chegou recentemente às farmácias brasileiras. O Nextstellis tem chamado a atenção por causar menos efeitos colaterais do que os outros contraceptivos orais combinados disponíveis atualmente, reduzindo complicações como a diminuição da libido e o risco de tromboembolismo venoso (TEV).
Conheça o anticoncepcional
Desenvolvido pelo laboratório belga Mithra Pharmaceuticals, a nova opção combina drospirenona com o estetrol (E4). O estrogênio, que reforça a inibição da ovulação, é produzido naturalmente pelo fígado do feto durante a gestação. Entretanto, a variação presente no medicamento deriva de fontes vegetais. Essa característica é o que minimiza os impactos no corpo.
Na fase de testes, conforme aponta o estudo publicado no The European Journal of Contraception & Reproductive Health Care, o método mostrou menor risco de coagulação e menor impacto na pressão arterial. Portanto, em comparação com as opções disponíveis, se destacou pela proteção contra o tromboembolismo venoso (TEV). Além disso, a análise de três meses demonstrou redução na proliferação das células mamárias, causando menos dor e inchaço.
Os efeitos no fígado e na libido também foram mínimos. De acordo com a pesquisa, os experimentos ainda revelam perda de peso de até dois quilos após o primeiro trimestre de uso, e não houve retenção de líquidos. Ademais, os pesquisadores destacam maior absorção pelo organismo, de 70%, o que aumenta sua eficácia. Os resultados, então, levaram a comercialização em mais de 40 países, como Canadá e Estados Unidos.
Chegada no Brasil
No país, o anticoncepcional, fabricado pela farmacêutica Libbs, recebeu aprovação da Anvisa em 2023 e passou a ser distribuído em março, com valor médio de R$ 112. A indicação de uso abrange desde a primeira menstruação até a menopausa. A pílula é contraindicada durante o período de amamentação ou para pacientes com histórico de tromboembolismo venoso e arterial.
Mulheres já diagnosticadas com doença hepática grave, tumores no fígado, cânceres associados a hormônios ou com alergia aos componentes também devem evitar o método. Para impedir complicações, portanto, é fundamental buscar orientação médica antes de iniciar o uso.
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