Saiba tudo sobre o novo medicamento que reduz o risco de segundo AVC
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Pesquisadores da empresa farmacêutica Bayer desenvolveram um novo medicamento capaz de reduzir em 26% o risco de um segundo acidente vascular cerebral (AVC), uma das principais causas de morte no Brasil. O método foi apresentado durante a International Stroke Conference, realizada na primeira semana de fevereiro, em Nova Orleans, nos Estados Unidos.
Fármaco contra o AVC
De acordo com a American Heart Association, responsável por organizar a convenção médica, um em cada quatro pacientes tende a sofrer um novo episódio de AVC. Atualmente, já existem tratamentos capazes de reduzir o risco de recorrência da doença. No entanto, o uso dessas opções a longo prazo exige cautela, pois está associado a uma maior probabilidade de efeitos adversos, como hemorragias.
Por isso, os cientistas concentraram esforços no desenvolvimento de alternativas mais seguras e eficientes. O estudo envolveu cerca de 12 mil pacientes em 37 países. No Brasil, 13 centros participaram da pesquisa, recrutando voluntários que já haviam enfrentado a enfermidade. Esses participantes, diagnosticados com “mini-AVC”, condição conhecida como acidente isquêmico transitório (AIT), receberam o fármaco nas primeiras 72 horas após o evento, período em que o risco de um segundo episódio é maior.
Também fizeram parte da pesquisa pacientes com AVC não relacionado a causas cardíacas, classificado como AVC isquêmico não cardioembólico. Nesses casos, a pílula apresentou efeitos significativos, reduzindo em 26% a chance de reincidência, sem provocar sangramentos, como ocorre com os fármacos já disponíveis. Os pesquisadores, portanto, consideraram a descoberta “uma conquista notável, com efeito terapêutico sustentado e um perfil de segurança”.
Agora, o medicamento Asundexian, que atua no controle da coagulação sanguínea por meio do uso diário, será avaliado por agências reguladoras, como a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, para verificar a possibilidade de liberação ao público. A empresa responsável informou ainda que pretende submeter o fármaco à análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entretanto, não divulgou um prazo para a avaliação.
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