Sono após os 60 anos: veja a quantidade de horas ideal, segundo a ciência
Bons Fluidos

O sono é um dos pilares da saúde, atuando na regulação de fatores tanto emocionais quanto físicos. Essa necessidade básica molda, por exemplo, o estresse e a disposição, além do metabolismo e do funcionamento cerebral. O potencial de influência é ainda maior com o avanço da idade, principalmente a partir dos 60 anos, quando os padrões de descanso começam a mudar e atingir a quantidade ideal de horas passa a ser a chave para garantir a qualidade de vida.
Sono e envelhecimento
De acordo com o Instituto do Sono, com o decorrer da vida adulta, é comum apresentar despertares noturnos e ter menos tempo de repouso. Especialistas apontam que idosos tendem a acordar, em média, de três a quatro vezes por noite. Além disso, eles passam a se deitar e a levantar mais cedo, em decorrência da menor produção de melatonina.
Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, os novos hábitos noturnos não são um problema, desde que permitam ao menos sete horas de descanso. Esse período possibilita a recuperação muscular, a restauração do sistema imunológico e a produção hormonal. Ademais, influencia o humor e o cérebro, ajudando a preservar a cognição — principalmente a memória — e a afastar a sensação de exaustão.
A falta de repouso adequado, por outro lado, está associada ao ganho de peso e a doenças crônicas, bem como à demência. Por isso, profissionais recomendam, já a partir dos 50 anos, ficar atento a distúrbios do sono e aderir a práticas para evitá-los. O Instituto do Sono orienta, por exemplo, manter um contato diário com a luz solar e reduzir estímulos luminosos à noite, a fim de regular o ritmo circadiano.
Além disso, desaconselha consumir substâncias estimulantes já no final da tarde, como cafeína, chocolates e bebidas alcoólicas. Opte, então, por refeições leves, ingeridas em horários não muito próximos do repouso. Por fim, para melhorar não somente o sono, mas ainda a saúde geral, a entidade sugere estabelecer uma rotina noturna.
“A regularidade do sono é fundamental para o melhor funcionamento do organismo. Segundo um estudo, com pessoas com mais de 85 anos, adormecer e despertar nos mesmos horários rotineiramente é um dos principais fatores associados à longevidade”, diz um artigo do instituto.
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