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Tem medo de ir ao dentista? Saiba como superar esse trauma
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Tem medo de ir ao dentista? Saiba como superar esse trauma

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Bons Fluidos
21/04/2026 00h30
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O som agudo da maquininha, o cheiro característico do consultório e a expectativa da anestesia são gatilhos para muita gente que tem medo de ir ao dentista. Só a ideia de se sentar na cadeira e abrir a boca faz muitas pessoas ficarem apavoradas. Para alguns, esse medo tem origem em experiências passadas, nas quais o profissional não foi muito didático ou acolhedor; outros desenvolvem receio a partir de relatos negativos de pessoas próximas. A boa notícia é que casos como esses tendem a diminuir.

A mudança começa já na infância: nos primeiros contatos com o dentista, muitas crianças encontram hoje ambientes mais acolhedores, pensados justamente para evitar a chamada “odontofobia”.

“Nesses casos, elaboramos uma abordagem adaptada a essa faixa etária. Usamos, por exemplo, técnicas como explicar e demonstrar exatamente o que será feito, usando linguagem lúdica com atitude acolhedora, criando uma vivência positiva”, relata a cirurgiã-dentista Mariana Henriques Ferreira, professora dos cursos de pós-graduação em Odontologia Hospitalar e em Pacientes com Necessidades Especiais, da FICSAE (Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein).

Contato desde a infância

Portanto, respeitar o ritmo dos pequenos e construir vínculo desde cedo também faz diferença. “Hoje tratamos crianças antes mesmo dos primeiros dentes crescerem, daí o cuidado para que se sintam bem no ambiente. Em alguns casos, o paciente recebe um vídeo do profissional antes do primeiro contato pessoal para começar a se acostumar com sua figura”, conta o odontologista José Carlos Pettorossi Imparato, do Crosp (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo).

Entre os adultos, por outro lado, é mais comum que o especialista se concentre em ouvir suas queixas e explique como será o procedimento. “Além disso, hoje temos recursos e equipamentos muito mais modernos e menos invasivos, como o uso da laserterapia de baixa potência antes da anestesia injetável. Isso faz com que o tratamento seja muito menos desconfortável”, afirma a cirurgiã-dentista Letícia Mello Bezinelli, coordenadora da graduação em Odontologia da FICSAE.

Em algumas situações, os lasers dentários podem substituir a broca e a anestesia. Eles utilizam energia de luz focada para tratar tecidos moles, como a gengiva, e duros, como os dentes, sem contato físico, vibração ou ruído. Outro avanço é a microabrasão, que permite preservar a parte saudável do dente, em vez de raspar toda a estrutura para tratar uma cárie, por exemplo. Também são destaques recentes as cerâmicas e resinas de alta resistência e a impressão 3D, que possibilita personalização de implantes e próteses.

Acesso ainda é desigual

Um levantamento realizado pelo CFO (Conselho Federal de Odontologia ) e a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), divulgado em 2025 durante o Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, revela que o acesso a tratamentos odontológicos no Brasil é desigual.

De acordo com a pesquisa, 68% dos brasileiros visitaram um cirurgião-dentista no último ano. Entretanto, apenas 23% fizeram esse atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os entrevistados com ensino superior, 75% haviam se consultado com um dentista; entre os que têm o ensino básico, esse índice foi de 54%.

Mas ir ao dentista não é capricho. Quanto mais o paciente mantém consultas regulares, em vez de procurar o consultório apenas diante de dor ou incômodo, menor é a probabilidade de precisar de intervenções mais invasivas. Em geral, recomenda-se uma visita ao ano para quem não tem sintomas. A depender da condição de saúde, tanto geral quanto bucal, podem ser recomendadas duas consultas anuais.

Como lidar com o medo de dentista

Além de escolher um profissional em quem você confie, antes e durante a consulta, vale investir em técnicas de relaxamento, como respiração profunda, e apostar em estratégias de distração, com músicas e conversas leves. Levar um acompanhante que transmita segurança também pode ser uma alternativa.

Nos casos mais intensos de medo, há indicação para procurar a ajuda psicológica. Para pacientes com ansiedade intensa ou fobia, opções de sedação consciente, podem ser consideradas após avaliação clínica. “O uso de sedativos pré-consulta também pode ser útil em alguns casos, sempre sob supervisão profissional. Em situações determinadas, podemos realizar procedimentos odontológicos em âmbito hospitalar, com anestesia geral”, acrescenta Bezinelli.

*Texto escrito por Thais Szegö, da Agência Einstein

Leia também: Dentista dá 10 dicas preciosas para cuidar e proteger sua saúde bucal

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