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Vitamina B3 pode ajudar a combater gordura no fígado, aponta estudo
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Vitamina B3 pode ajudar a combater gordura no fígado, aponta estudo

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Bons Fluidos
07/04/2026 22h30
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A gordura no fígado, também conhecida como esteatose hepática, é uma condição silenciosa. Muitas vezes se desenvolve sem sintomas claros, mas pode trazer impactos importantes para a saúde ao longo do tempo. Hoje, estima-se que cerca de 30% da população mundial conviva com esse quadro. Apesar da alta incidência, ainda não existem tratamentos específicos que atuem diretamente na raiz do problema. É justamente nesse cenário que uma nova pesquisa científica chama atenção ao apontar a vitamina B3 como uma possível aliada.

O que a gordura no fígado revela sobre o corpo

Mais do que um problema localizado, a esteatose hepática costuma ser um sinal de desequilíbrios metabólicos mais amplos. Ela está frequentemente associada a fatores como alimentação desregulada, sedentarismo e resistência à insulina – indicando que o corpo, como um todo, não está lidando bem com o processamento de gorduras.

E o mais desafiador: por não apresentar sintomas evidentes no início, muitas pessoas só descobrem a condição em estágios mais avançados.

Um “interruptor” dentro do organismo

O estudo, publicado em 2025 na revista Metabolism: Clinical and Experimental, buscou entender justamente como essa doença se desenvolve dentro das célulasOs pesquisadores identificaram uma molécula chamada miR-93, que funciona como um tipo de regulador interno. Quando está em níveis elevados, ela interfere no funcionamento do fígado. 

Na prática, isso pode levar a três processos principais: maior acúmulo de gordura no órgão; aumento de inflamação; formação de cicatrizes (fibrose). Isso acontece porque essa molécula reduz a ação de um gene importante, o SIRT1, que ajuda o organismo a metabolizar gorduras de forma eficiente.

Onde entra a vitamina B3

Ao testar diferentes substâncias que já são utilizadas na medicina, os cientistas encontraram um destaque: a vitamina B3, também conhecida como niacina. Nos experimentos em laboratório, ela apresentou efeitos importantes: diminuiu os níveis da molécula miR-93; aumentou a atividade do gene SIRT1; melhorou o processamento de gordura pelo fígado.

Com isso, o órgão passou a funcionar de forma mais equilibrada, reduzindo o acúmulo de gordura e melhorando a resposta do corpo à insulina.

Por que essa descoberta chama atenção

Um dos pontos mais relevantes é que a vitamina B3 não é uma substância nova. Ela já é utilizada há anos, principalmente no controle de gorduras no sangue. Isso pode facilitar o avanço das pesquisas e, no futuro, acelerar sua possível aplicação em tratamentos.

Entre as vantagens apontadas pelos pesquisadores estão: possibilidade de uso mais rápido em novas abordagens, facilidade de combinar com outras terapias e maior acessibilidade.

Mas ainda é cedo para conclusões

Apesar dos resultados promissores, os testes ainda foram realizados apenas em laboratório. Isso significa que o próximo passo é avaliar como esse efeito acontece no corpo humano – além de entender doses seguras e possíveis efeitos colaterais. Ou seja, ainda não se trata de uma recomendação de uso, mas de um avanço importante no entendimento da doença.

Um novo olhar para o tratamento

Mais do que uma solução isolada, a pesquisa aponta para um caminho: o de entender a gordura no fígado a partir de seus mecanismos internos, não apenas dos sintomas. No futuro, o tratamento pode envolver uma combinação de estratégias: alimentação, estilo de vida, acompanhamento médico e intervenções mais direcionadas.

Enquanto isso, a descoberta reforça algo essencial: muitas vezes, soluções relevantes podem estar em substâncias já conhecidas – o que muda é a forma como passamos a olhar para elas. E, nesse caso, a vitamina B3 pode ser uma peça importante nessa nova forma de compreender a saúde metabólica.

Leia também: Como reduzir a gordura abdominal na menopausa, segundo estudo”

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