10 comportamentos da criança que podem indicar problemas de visão
Portal Edicase
Os problemas de visão, quando não diagnosticados e tratados, podem atrapalhar o aprendizado das crianças na escola. Eles podem causar dificuldade para enxergar a lousa, queda no rendimento escolar e até isolamento social. Conforme o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de 20% das crianças em idade escolar convivem com algum tipo de alteração visual.
Além disso, quando não diagnosticadas precocemente, condições como miopia, astigmatismo, hipermetropia e estrabismo impactam não só o aprendizado, mas também o desenvolvimento sociocognitivo e emocional. Além das consultas regulares ao oftalmologista, alguns sinais do dia a dia ajudam pais e responsáveis a identificar possíveis problemas.
Sinais que podem indicar problemas de visão
Pais, professores e responsáveis assumem um papel essencial ao observar atitudes recorrentes no dia a dia que podem apontar a necessidade do uso de óculos. Entre os principais sinais de alerta, destacam-se:
- Dificuldade para acompanhar a leitura, com troca, repetição ou “pulos” de palavras, além de confusão entre letras semelhantes;
- Desinteresse por atividades que exigem esforço visual, como leitura, desenho, pintura ou tarefas escolares prolongadas;
- Queixas frequentes de dor de cabeça, especialmente após atividades que exigem concentração visual;
- Piscar excessivo ou esfregar os olhos com frequência, comportamento que pode indicar fadiga visual;
- Aproximação excessiva do rosto de livros, cadernos e telas, como televisão, computador, tablet ou celular;
- Dificuldade para copiar corretamente conteúdos da lousa, mesmo quando demonstra atenção em sala de aula;
- Desempenho abaixo do esperado em atividades esportivas e brincadeiras, especialmente aquelas que exigem coordenação visual;
- Queda no rendimento escolar, muitas vezes interpretada, de forma equivocada, como desatenção ou falta de interesse;
- Adoção de posturas compensatórias para enxergar melhor, como inclinar a cabeça, franzir a testa, apertar ou fechar um dos olhos;
- Esbarrar em móveis ou tropeçar com frequência, sinal de possível dificuldade de percepção espacial.
Quando consultar um oftalmologista
A primeira consulta oftalmológica completa deve ocorrer entre seis meses e um ano de idade. “Mesmo na ausência de sinais aparentes, o acompanhamento regular é indispensável para garantir o desenvolvimento visual adequado da criança e evitar impactos futuros no aprendizado e na qualidade de vida”, orienta a Dra. Patrícia Kakizaki. A partir dessa fase, a recomendação é que crianças e adolescentes realizem avaliações médicas periódicas, preferencialmente uma vez ao ano.
Proporções epidêmicas da miopia
A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que, até 2050, a miopia irá atingir metade da população mundial, ou seja, cerca de 4,7 bilhões de pessoas. A alta miopia (maior que 5 graus), que aumenta o risco de patologias graves que podem levar à cegueira, atingirá 10% da população mundial. As estimativas incluem as crianças, que têm manifestado esse distúrbio visual cada vez mais cedo, o que aumenta o risco do desenvolvimento de alta miopia.
Um estudo do British Journal of Ophthalmology, chamado “Global prevalence, trend and projection of myopia in children and adolescents from 1990 to 2050: a comprehensive systematic review and meta-analysis”, revela que uma em cada três crianças tem miopia ou dificuldade para ver de longe.
“Médicos relatam, com frequência, casos de crianças que perdem o interesse pelos estudos e pela vida social simplesmente por não terem sido corretamente diagnosticadas”, afirma Paula Queiroz, diretora de marketing e produtos da ZEISS Vision Brasil.
Por Vanessa Krunfli Haddad
