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Álcool e energético no Carnaval: entenda os riscos da combinação
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Álcool e energético no Carnaval: entenda os riscos da combinação

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Portal Edicase
11/02/2026 14h30
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©A mistura altera a percepção de limites do corpo e pode levar ao consumo maior de álcool sem que a pessoa perceba os efeitos imediatos (Imagem: Vergani Fotografia | Shutterstock)
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A associação entre bebidas alcoólicas e energéticos, comum durante o Carnaval, tem preocupado médicos por causa do aumento de atendimentos de jovens com taquicardia, arritmias e mal-estar intenso. A combinação, usada para prolongar o tempo de festa, cria um efeito enganoso no organismo e pode desencadear alterações cardíacas mesmo em pessoas sem doenças prévias.

Segundo o cardiologista Dr. Raphael Boesche Guimarães, o principal risco em misturar álcool e energético está na ação oposta das duas substâncias. “O energético estimula o sistema nervoso central e reduz a sensação de cansaço, enquanto o álcool atua como depressor. Isso faz com que o corpo perca a capacidade de sinalizar seus próprios limites”, explica.

Riscos da combinação de cafeína e álcool

Aumento de atendimentos durante o Carnaval

Durante grandes eventos e períodos de calor intenso, como o Carnaval, os prontos-socorros registram aumento desses casos. Além da mistura de álcool com energético, fatores como desidratação, poucas horas de sono e esforço físico prolongado contribuem para o agravamento do quadro.

“Muitas vezes, o paciente não tem nenhuma doença cardíaca diagnosticada. O problema surge a partir da sobrecarga imposta ao organismo em um curto espaço de tempo”, explica o Dr. Raphael Boesche Guimarães.

Falsa sensação de controle causada pelo consumo do energético

Cuidados importantes durante a folia

Para quem pretende aproveitar a folia, o cardiologista recomenda evitar a associação entre álcool e energético, manter uma boa hidratação e respeitar os sinais do corpo. “Intercalar bebidas alcoólicas com água, alimentar-se adequadamente e procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes, como palpitação ou tontura, são medidas fundamentais”, orienta o Dr. Raphael Boesche Guimarães.

Por Daiane Maio

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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