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Brasil é o pior no ranking global de corrupção; veja
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Brasil é o pior no ranking global de corrupção; veja

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Anamaria
11/02/2026 16h00
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O Brasil voltou a aparecer entre os países com pior desempenho no combate à corrupção no setor público. De acordo com a edição mais recente do Índice de Percepção da Corrupção (IPC), elaborado pela ONG Transparência Internacional, o país manteve em 2025 a pior colocação de sua série histórica, ocupando a 107ª posição entre 182 nações avaliadas.

O levantamento é considerado o principal termômetro global sobre como empresários, especialistas e analistas percebem a corrupção no Estado, usando uma escala que vai de 0, para países vistos como altamente corruptos, a 100, para os considerados muito íntegros.

Desempenho brasileiro permanece em nível baixo

No índice de 2025, o Brasil obteve 35 pontos, repetindo a segunda pior nota já registrada pelo país desde o início da série histórica. Apesar de uma variação positiva de um ponto em relação ao ano anterior, a Transparência Internacional avalia que essa diferença não é estatisticamente relevante, o que indica um cenário de estagnação.

A pontuação brasileira ficou abaixo tanto da média global quanto da média das Américas, ambas em 42 pontos. Na prática, isso mantém o país distante de padrões observados em nações com estruturas mais consolidadas de integridade pública.

Ranking global e países mais bem colocados

No topo do ranking seguem países que, historicamente, apresentam altos níveis de transparência institucional. Em 2025, Dinamarca, Finlândia e Singapura lideraram a lista, com pontuações acima de 80, consideradas referência em governança pública.

O relatório também mostrou que o número de países nessa faixa mais elevada vem diminuindo ao longo da última década. Há dez anos, 12 nações superavam a marca de 80 pontos; em 2025, apenas cinco permanecem nesse grupo, sinalizando um enfraquecimento global das políticas anticorrupção.

Escândalos e fragilidades institucionais no Brasil

Além do índice numérico, a Transparência Internacional divulgou uma análise específica sobre o cenário brasileiro em 2025. O documento destaca o impacto de casos de grande repercussão envolvendo órgãos públicos e instituições financeiras, além de apontar falhas estruturais em setores estratégicos do Estado.

Segundo a organização, o aumento da influência do crime organizado, a fragilidade de mecanismos de controle e o crescimento de instrumentos de alocação orçamentária com baixa transparência contribuem para a manutenção do país em posição desfavorável no ranking.

Ocidente também registra retrocesso

O relatório chama atenção para a deterioração do desempenho de países tradicionalmente vistos como referência no combate à corrupção. Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Suécia apresentaram quedas significativas ao longo da última década, refletindo crises institucionais, escândalos políticos e dificuldades na aplicação de normas éticas.

De acordo com a Transparência Internacional, o recuo dessas democracias reforça a percepção de que o combate à corrupção perdeu prioridade em várias agendas governamentais, o que afeta diretamente a confiança nas instituições públicas.

A edição de 2025 do IPC indica que mais de dois terços dos países avaliados ficaram abaixo de 50 pontos, patamar que sinaliza problemas relevantes de corrupção. As piores pontuações concentram-se, em geral, em países marcados por conflitos armados, regimes autoritários e enfraquecimento do Estado de Direito.

Ao mesmo tempo, o relatório destaca que alguns países conseguiram melhorar seu desempenho ao longo dos anos por meio de reformas institucionais, fortalecimento de órgãos de controle e maior transparência administrativa, mostrando que avanços são possíveis quando há continuidade de políticas públicas.

Resumo:
O Brasil manteve em 2025 sua pior posição no Índice de Percepção da Corrupção, ocupando o 107º lugar entre 182 países, segundo a Transparência Internacional. Com 35 pontos, o país permanece abaixo das médias global e regional, em um cenário de estagnação e fragilidade institucional.

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Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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